A 26.ª Festa do Cinema Francês encerrou ontem em Lisboa, após dez dias de programação que reuniram mais de 12 mil espetadores, marcando uma nova etapa para o festival com nova direção artística e organização.
Na sua primeira edição com uma vertente competitiva, o Grande Prémio do Festival foi atribuído a Ma Frère, de Lise Akoka e Romane Gueret, obra elogiada pelo júri pela sua humanidade e força emocional. O júri — composto por Cláudia Varejão, Anabela Mota Ribeiro, Vincent Trintignant e Pierre Primetens — destacou o olhar sensível das realizadoras sobre a vulnerabilidade da infância e a forma como o filme expõe “a dificuldade de sonhar e seguir em frente quando a infância é marcada pela violência e pelo abandono”.
Já o Prémio do Público foi para À Bicyclette!, de Mathias Mlekuz, com Philippe Rebbot. Inspirado numa história real, o filme combina road movie com uma reflexão profunda sobre amizade e luto.
O projeto Sarah, de Pocas Pascoal, venceu ainda o Prémio Cortiço Art Residency, no âmbito do novo Evento de Coprodução Luso-Francófono, garantindo uma residência artística para o desenvolvimento do guião.

