“Simon Of The Mountain” ganhou o Grande Prémio da Semana da Crítica. Esta história de amadurecimento de um rapaz com uma deficiência que se junta a um grupo numa montanha, questionando-se mais tarde as suas motivações, é assinado por Federico Luis, realizador em estreia.
“A personagem do Simon parece um pouco comigo. Estava muito interessado em fazer a viagem que o Simon faz, ou seja, sair da lógica que muitas vezes nos prende no mundo atual, que é relacionarmo-nos com as pessoas que são parecidas conosco“, disse o cineasta ao C7nema. “Isto faz com que, sem darmos conta, entremos numa espécie de fascismo moderno, não violenta do ponto de vista físico. De forma geral, as pessoas não têm muitos amigos distintos de si próprios. Creio que é um problema da atualidade e ainda mais inflacionado pelas redes sociais. Os nossos amigos são os mais parecidos conosco e não são diferentes.“
Já o prémio do júri foi atribuído à primeira longa-metragem de Constance Tsang, “Blue Sun Palace“, sobre imigrantes chineses que vivem em Queens, enquanto o prémio de estrela em ascensão foi atribuído a Ricardo Teodoro pelo drama romântico queer “Baby“, de Marcelo Caetano, sobre um jovem que tenta sobreviver em São Paulo.
Finalmente, o Prémio Gan Foundation de Distribuição foi para “Julie Keeps Quiet“, de Leonardo Van Dijl.
A 63ª edição desta secção paralela do Festival de Cannes, que decorreu de 15 a 23 de maio, encerrou com a exibição do filme “Animale“, de Emma Benestan.

