Festival de Cannes exibe seis filmes dedicados ao clima

(Fotos: Divulgação)

Além de uma série de medidas tomadas pela organização que vão ao encontro de objetivos ecológicos, o Festival de Cannes (6-17 julho) anunciou que “a ecologia da esperança” também chegará aos grandes ecrãs da Croisette através de uma seleção de filmes sobre o ambiente, onde estão incluídos uma ficção e cinco documentários.

O primeiro desses filmes é “La Croisade” (The Crusade), terceira realização de Louis Garrel, coescrito pelo falecido Jean-Claude Carrière. No filme, Louis Garrel e Laetitia Casta são Abel e Marianne, um casal que descobre que o filho vendeu secretamente objetos de valor da casa da família para financiar um misterioso projeto ecológico que ele e os amigos têm em África. 

Above Water de Aïssa Maïga © Rousslan Dion, Bonne Pioche Cinéma – 2021

Nos documentários, temos “Marcher sur l’eau” (Above Water), de Aïssa Maïga, no qual a atriz, realizadora e ativista foi ao Níger filmar uma das muitas aldeias vítimas do aquecimento global. Foi lá que ela seguiu uma menina que, enquanto espera a construção de um poço, deve percorrer vários quilómetros todos os dias para procurar água.

Também selecionado, “Invisible Demons“, de Rahul Jain, é um documentário sobre a poluição em Nova Deli, no qual a câmara de Jain “tenta respirar enquanto atravessa esse inferno ecológico, dando-nos algo para ver e algo para pensar“. Em “Animal“, Cyril Dion (França) lança luz sobre a extinção ao acompanhar dois adolescentes preocupados que querem entender melhor o colapso da biodiversidade e como podemos encontrar soluções concretas. O filme é descrito como “uma viagem educacional ao redor do mundo a partir de uma perspectiva adolescente que abre os olhos sem tristeza“.

Temos ainda a coprodução entre França e China “I Am So Sorry“, de Zhao Liang, que aborda os perigos da energia nuclear, levando-nos numa viagem de Chernobyl a Fukushima “que faz o desastre parecer tangível“, enquanto Flore Vasseur apresenta “Bigger Than Us“, coproduzido por Marion Cotillard, no qual uma jovem indonésia luta contra a poluição do plástico no seu país, numa viagem que a leva para longe de casa.

Finalmente, em “La Panthère des neiges“, Marie Amigue leva-nos aos planaltos tibetanos acompanhada pelo fotógrafo de vida selvagem Vincent Munier e pelo escritor de aventuras Sylvain Tesson, autor do livro La Panthère des neiges. Indo muito além das convenções do género cinematográfico da expedição, eles procuram ver o grande felino, mas no processo, “o silêncio, o passar dos dias e a força da natureza, leva-os a um tema óbvio: a beleza do mundo“.

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