«Jack Ryan: Shadow Recruit» (Jack Ryan: Agente Sombra) por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

 

O senhor Jack Ryan – saído diretamente dos livros de Tom Clancy – já é famoso no mundo do cinema. Com 4 aparições anteriores (duas delas interpretado por Harrison Ford), Jack surge no 5º filme numa versão mais nova que as anteriores.
Nesta nova abordagem, Jack Ryan (Chris Pine) é um estudante americano em Londres quando se dá o atentado de 11 de setembro de 2001. Nos anos seguintes, junta-se ao exército americano na guerra contra o terrorismo, até que um infeliz incidente o coloca num hospital. Aqui, é recrutado por Thomas Harper (Kevin Costner) para se juntar à C.I.A. como analista. Anos mais tarde, Jack deteta uma possível ameaça terrorista e o analista de secretária torna-se um operacional na Rússia.

O que é que esta abordagem acrescenta ao personagem? Nada. O que acrescenta ao género de ação? Nada. Certo é que, apesar de linear e redundante, é tecnicamente muito bem realizado por Kenneth Branagh. O envolvimento criado pelas sequências de ação consegue gerar interesse por parte de quem vê. Com uma nova roupagem e uma boa banda sonora, este Jack consegue sair renovado e com um estilo que deambula entre Tom Cruise em Missão Impossível e Matt Damon na franquia de Bourne. Por outro lado, o carisma e o talento de Keira Knightley consegue acrescentar o óbvio romance, sem que seja completamente desagradável.

O pior é mesmo a história: redonda e previsível. Tem um mecanismo de narrativa subjacente, típico de todos os filmes do género. Porém, consegue entreter quanto baste, para depois ser esquecido nos dias a seguir à sua visualização.

No final, apresentam-nos uma história igual às outras, com um par de protagonistas competentes, com um personagem bem desenvolvido (o vilão Viktor Cherevin, interpretado por Kenneth Branagh) e nem Kevin Costner – a fazer, obviamente, de Kevin Costner.- consegue estragar isso. Só é pena ser uma obra tão irrelevante e esquecível, apesar de entreter em alguns momentos.

O melhor: Keira Knightley e o duplo papel (ator/realizador) de Kenneth Branagh.
O pior: A história linear e com pouco espaço para surpresa.


Nuno Miguel Pereira

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