Outro grande filme estreado em Cannes. Alexandre Payne a explorar mais uma história singela, uma vez mais em estilo on the road, talvez para aliviar o peso de Os Descendentes.
Em preto e branco, pois claro. E com Bruce Dern. Quem?! Pois claro, o prémio obrigatório para a melhor interpretação do festival – ganhou o prémio masculino com toda a justiça. Ele é Woody, um velho com os primeiros sintomas de Alzheimer, que embarca com o filho David (fantástico Will Forte) numa jornada para reclamar um suposto prémio de um milhão de dólares sugerido num espaço de marketing de uma revista. Como o filho não o demove, junta-se a ele nesta jornada onde se passam em revista os mais genuínos e surpreendentes laços familiares e da cultura no interior americano.
Uma descoberta que se faz a olhar pela janela com um insistente riso miudinho.

Paulo Portugal

