MOTELx: «Girls Against Boys» por Roni Nunes

(Fotos: Divulgação)

A empregada de um bar Shae (Danielle Panabaker) já viu dias melhores: na véspera de ter um final de semana idílico com seu namorado, fica a saber que ele é casado e não está mais disposto a pôr em risco a sua família por ela. No auge da tristeza, conhece no trabalho uma misteriosa mulher chamada Lulu (Nicole LaLiberte), que vai-lhe dar uma perspetiva bastante diferente sobre a sua situação. Quando, previsivelmente, as coisas não correm bem numa festa onde as duas vão após o fim do expediente, fica fácil à sugestiva Lulu convencer a sua amiga de que as mulheres têm de se defender a si próprias.

História de justiça pelas próprias mãos numa Nova Iorque onde a lei aparece como um instituição ausente e perdida nos labirintos da burocracia e da indiferença. Apesar da moral sempre questionável destas abordagens, que o realizador Austin Chick não se preocupou em discutir, o principal problema é mesmo de natureza dramática pois, apesar da opção contemplativa no desenvolvimento da sua protagonista e dos acontecimentos, não falta ao filme uma elevada dose de irrealidade – particularmente no que se refere às ações injustificadas de Lulu.

Outro ponto fraco é uma real falta de conflito, com as duas protagonistas a alternarem-se entre refeições despreocupadas e execuções sumárias sem grande dose de imaginação. Apesar disto, vale pela composição de Panabaker, a única a beneficiar de uma personagem bem construída e cujos dramas desfilam de forma bastante palpável. Também é de notar a justificação feminista de cunho intelectual que sublinha a história.

O Melhor: Danielle Panabaker
O Pior: uma sucessão monótona de expedições vingativas e pouco imaginativas

Roni Nunes

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