A Pixar finalmente decidiu voltar a um conjunto de personagens do filme de 2001, Monstros e Companhia, em formato de prequela.
Desta vez, o tão engraçado ciclope Mike é o centro das atenções, dando atenção à história de como ele e o Sully se conheceram. Sully, ao contrário do que nos foi apresentado no primeiro filme, aparece como um típico estudante que entrou com cunhas, uma vez que o seu pai é altamente reconhecido, sendo descontraído e nada esforçado nos estudos. Em contraste, Mike é o pequeno monstro que, depois de uma visita de estudo à Fábrica dos Gritos, aspirou em ser um Assustador, seguindo o caminho que lhe leva até à universidade.
Depois de quase serem expulsos, Mike é forçado a juntar-se à equipa de renegados do campus e competir nos Scare Games, claramente uma referência a Hunger Games, para voltar a assegurar o seu lugar. Novamente a mensagem do trabalho de equipa e da amizade são altamente reforçadas aqui, com os seus contextos habitualmente clichés.
Monstros Universidade funciona como uma espécie de paródia ao ritual da transição universitária americana, processo considerado um dos passos mais importantes do crescimento a nível pessoal. São algumas as referências que vemos do primeiro filme, sendo a maior o próprio Randall, que aparece aqui como o “nerd” desesperado em se juntar ao grupo dos “fixes”. Contudo, essas referências podiam ter sido fortes e dou como exemplo o saber qual foi o feliz acaso que juntou Mike à sua namorada. A ausência da adorável Boo é aqui sentida, faltando um elemento de emergência de proteger a pequena humana.
Finalmente, a cena pós-créditos é o ponto alto do filme, garantido que qualquer pessoa saia da sala a chorar de tanto rir.
O Melhor: O regresso a um mundo que conhecemos há mais de 10 anos
O Pior: Joga demasiado pelo seguro.

Ricardo Du Toit

