«Monsters University» (Monstros: A Universidade) por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

Numa altura em que a criatividade não abunda, aposta-se em receitas que já deram sucessos. Adaptações, sequelas, sequelas das sequelas, tudo o que possa garantir retorno económico. Este filme, uma prequela, não foge à regra. Passados 12 anos de Monstros e companhia, chega uma nova história que nos mostra a vida dos dois protagonistas do primeiro filme (Mike e Sully) na universidade.

Não sendo um mau filme, falta algum encanto que o primeiro nos trouxe (não tem a Boo), centrando-se mais numa tentativa de aproximação à geração que viu o primeiro e agora está na universidade. Reproduz com bastante destreza esse ambiente, dentro da realidade Americana, nunca esquecendo que este filme é direcionado para as crianças mais novas.

O humor que já existia no primeiro filme, é menos infantilizado neste segundo capítulo, conseguindo ser muito engraçado, ainda que a espaços.

A melhor parte é quando a partir da metade do filme, a narrativa se torna uma espécie de “Hunger Games“, mas chamado “Scare Games“, onde o objetivo é escolher os monstros mais assustadores. É neste momento que a história passa pelos momentos mais divertidos.

Depois temos um argumento bastante visto, uma moral da Disney que funciona bem, mas que é mais do mesmo, e um 3D que nem se dá conta. O final da história consegue, no entanto, não ser completamente previsível, espevitando novamente quem está a ver o filme.

O melhor: O final, a parte “hunger games” e a piada do Caracol (esperem para ver)
O pior: história já vista, não tão interessante como filmes anteriores da Disney.


Nuno Miguel Pereira

 

(o filme Monsters University chega aos cinemas acompanhado pela curta-metragem «Blue umbrela»)

Não nego, que sempre que vejo um filme da Disney Pixar, estou ansioso para ver a curta-metragem que lhe antecede, pois raramente me desiludiram. São normalmente cerca de 7 minutos que parecem 30 segundos, tal é a leveza da maioria das histórias, recorrendo somente às imagens e música para narrar. Nesta situação, as imagens refletem um mundo cinzento, onde apenas dois chapéus-de-chuva parecem ter cor, sendo que os objetos inanimados da cidade (e.g. sarjetas, semáforos) possuem vida própria e procuram criar o ambiente propício para o amor acontecer. Mais uma vez, esta curta-metragem não desilude, não sendo no entanto, tão boa como curtas anteriores. De destacar a magnifica banda sonora e a sequência de imagens lindíssima, narrando a história na perfeição.

O melhor: A banda sonora e a forma como a história é narrada.
O pior: A história


Nuno Miguel Pereira

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