É ao som de Gesaffelstein, The Hacker e Brodinski que conhecemos o “oportunista” desta história, um sociopata camaleónico e amoral que se alimenta das inseguranças de quem vai encontrando no seu percurso. Aos poucos vamos acreditando que é capaz de tudo, transmitindo à sua personagem um desconforto maquiavélico, como se estivéssemos a ver uma espécie de recriação do novo milénio de Patrick Bateman de American Psycho.
E apesar da curta duração da obra, são inquestionáveis os méritos desta curta, não só porque gera o tal desconforto já mencionado, mas também porque nos deixa com água na boca para ver o destino da sua personagem central, bem interpretada pelo ator Nick Clifford.
Assim, e no todo, The Opportunist é uma boa curta, tremendamente atmosférica e com uma excelente banda sonora que nos acompanha e nos persegue sensorialmente.

Jorge Pereira

