«Heli» por Paulo Portugal

(Fotos: Divulgação)

Este foi o filme que depressa ganhou em Cannes o estatuto de “filme onde se vê um pénis em chamas“.

Até pode ser redutor tratar assim a hiper violência mexicana, com tais requintes de malvadez, embora tal realismo seja admissível quando se retratam algumas formas de tortura sádica adotadas pelos traficantes mexicanos.

O filme, que começa com um enforcamento brutal num viaduto, traça uma escalada destinada a chocar o espectador, inclui adolescentes que oscilam entre a violência real e a de videojogos, romance entre uma menina de 12 anos com um militar e até algumas cenas de tragicomédia.

Percebe-se, contudo, o talento do uso da câmara de Escalante – ele próprio um discípulo do conterrâneo Carlos Reygadas , que lhe viria até a merecer o prémio de realização do festival.


Paulo Portugal

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