Tribeca 2013: «The Kill Team» por Joanna Rudolph

(Fotos: Divulgação)

Vencedor, quer do prémio do júri quer da audiência, no Festival de Tribeca, o poderoso documentário de Dan Krauss The Kill Team é merecedor das distinções obtidas já que de forma bem sucedida ilumina bem as dificuldades que os jovens norte americanos encontram quando se alistam no exército, até porque é certo e sabido que esse universo está repleto de situações de bullying, violações, uso de substâncias ilegais, problemas mentais e injustiças.

The Kill Team conta a história de Adam Winfield, um jovem soldado que foi encarcerado durante três anos pela sua incapacidade em travar o seu pelotão (conhecido como The Kill Team) de matar civis afegãos por desporto quando surgia uma oportunidade para isso.

Nisto, este documentário consegue de forma eficiente questionar a sua pena ao retratar Adam Winfield como uma vitima de circunstancias bem para lá do seu controlo. Em entrevistas, Adam explica que fez o que podia para travar o pelotão. Para além disso, o seu pai revela ainda que o filho contactou-o através do Facebook após a primeira matança, pedindo a sua ajuda para reportar o incidente junto das próprias autoridades – que derradeiramente ignoraram as acusações.

Para piorar, quando o pelotão descobriu que Adam possivelmente os delatou, os soldados forçaram-no ao silêncio através de medidas de coação fisica e ameaças de morte. Com isto, a própria saúde mental de Adam deteriorou-se.

Escusado será dizer que tudo isto está longe daquilo que Adam esperava encontrar quando se alistou para servir o seu país. E é essa perda de inocência que serve também como uma lembrança que o serviço militar nos EUA e o sistema legal estão inundados de falhas e que necessitam urgentemente de uma revisão.

O Melhor: É uma verdadeira montanha russa emocional
O Pior: A cobertura do caso tendenciosa e errada dos Media


Joanna Rudolph

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