Depois de uma longa saga que dura há mais de dez anos, desde que Brian O’Connor (Paul Walker) entregou a chave do carro a Dominic Torretto (Vin Diesel) no primeiro filme, mal sabíamos nós que seria um momento que iria mudar a vida de ambos.
Depois do golpe no Rio de Janeiro, Brian tem um filho “a caminho” com a irmã de Dom, Mia (Jordana Brewster). Entretanto, o agente Hobbs (Dwayne Johnson) descobriu que Letty (Michelle Rodriguez) não estava morta, como presumido, e que agora faz parte dum gangue, liderado por Owen Shaw (Luke Evans), que tem causado caos pela Europa. Nisto, Hobbs vai até Dom e pede-lhe ajuda, com a sua equipa de condutores alucinantes.
E de facto alucinante parece ser o adjetivo certo para um filme que é estupidamente divertido, com muita ação e carros à mistura. O supercarro do gangue de Shaw, meio-F1, meio Tumblr de Batman, é impressionante de se ver e ouvir. Mais à frente, os rugidos dos motores são poderosos e fazem-se ecoar.
Porém, por vezes esta ação é demasiado over-the-top, parecendo ocasionalmente uma tentativa desesperada para resolver o problema do momento, ainda que essa situação não incomode muito.
A discussão entre Brian e Dom sobre carros importados vs. muscle cars americanos continua a ser interessante e engraçada, sobretudo como ambos tentam influenciar o filho de Brian. Alguns dos diálogos libertam algumas gargalhadas e são memoráveis pelo que esperamos na resposta das personagens.
Já os secundários, Tej (Ludacris), Roman Pearce (Tyrese Gibson), Han (Sung Kang), Gisele (Gal Gadot), trazidos de todos os filmes da saga, tentam voltar a fazer a magia do quinto capítulo, mas por vezes falham na química como equipa, ficando um pouco aquém da expetativa, especialmente porque já vimos algum potencial neles e aqui acabam por não mostrar aquilo que realmente valem.
Infelizmente, a história tem alguns buracos, sobretudo no regresso de Letty do mundo dos mortos. Este acaba por ser o maior ponto fraco do filme, que parece ter sido escrito com alguma necessidade de reunir o amor de Dom.
A facilidade com que Elena Neves (Elsa Pataky) é descartada também não deu a esta a portunidade de mostrar mais da sua personagem, mas tudo é compensado com o final que fecha o círculo do realizador Justin Lin, que nos mostra uma das cenas mais importantes de Tokyo Drift e qual é a importância dela para o sétimo filme.
O Melhor: A velocidade, os carros e o divertimento de tudo isto.
O Pior: A forma que Letty regressa. Ser “demasiado” divertido em alguns momentos.

Ricardo Du Toit

