«The Guard» (O Guarda) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
 
O Guarda é mais um exemplo de uma obra que chega aos nossos cinemas demasiado tarde e a más horas, visto ter estreado no Festival de Sundance no início de 2011.
 
Descrito pelo argumentista e realizador John Michael McDonagh, como “um grande filme sobre um grande homem com grandes gargalhadas e um coração enorme”, O Guarda é um thriller com tons cómicos passado na costa irlandesa e é protagonizado por Brendan Gleeson – no papel de um polícia pouco ortodoxo com especial apetência para prostitutas – que se junta a um agente do FBI, protagonizado por Don Cheadle (‘Hotel Rwanda’, ‘Ocean’s Eleven’), para investigar uma transação gigantesca de estupefacientes.
 
Construído em torno da prestação de Brendan Gleeson, que até foi nomeado aos Globos de Ouro, O Guarda é um filme genuinamente divertido, com diálogos muito curiosos e tensão quando deve ter. O seu carácter despreocupado preocupado é repleto de paradoxos fascinantes, todos embrulhados em situações e diálogos muito francos e muitas vezes crús, embora muitas vezes de aparência desleixada.
 
Para além disso, o filme – que assume o seu tom cómico – não tem problemas em ser também cruel, de sacrificar mesmo personagens, conseguindo assim obter realismo maior e uma menor dose de paródia, como muitos acreditavam que viesse a ser.
 
Claro que para tudo isto funcionar, a nota máxima tem de ser dada a todo o elenco, pois tanto Gleeson como Cheadle, bem como os restantes actores, conseguem demonstrar que há novos caminhos (e modernos) na estrutura básica do buddy cop film que podem muito bem ser explorados..
 
O Melhor: Gleeson e Chandler nos seus diálogos francos e hilariantes
O Pior: Naturalmente tem as suas limitações

Jorge Pereira
 

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