Larry Clark aborda gravidez adolescente, a imigração, a religião e conflitos morais em novo projeto no cinema

(Fotos: Divulgação)

O aclamado e controverso fotógrafo e cineasta Larry Clark («Kids», «Ken Park») tem um novo projeto em vista e mais uma vez a adolescência será o foco da sua objetiva, mais uma vez pegando em temas como a gravidez adolescente, a imigração, a religião, conflitos morais e os efeitos socioeconómicos numa pequena cidade norte-americana onde «o lado feio da natureza humana irá sobressair (muitas vezes na forma de abuso e violações)». O filme volta a ter situações adultas, violência explicita e gráfica tal como algum conteúdo sexual e apesar de não tomar partidos em nenhum tema, a obra irá refletir situações de vida reais de uma forma que irá levantar questões.
 
Intitulado «Marfa Girl», e filmado na pequena cidade de Marfa, no Texas, o filme vai seguir um grupo de personagens que vive numa pequena cidade fronteiriça e cujas vidas se vão cruzar após um evento chocante. 

«Creio que o filme é acima de tudo sobre a vida das pessoas e explicar porque as pessoas se tornam o que são. Não gosto de caricaturar as pessoas, quero fazê-las humanas», afirmou Clark ao Big Bend Sentinel, acrescentando que na essência será um filme onde a vida interior das pessoas influi na sua vida exterior.

Recorrendo a atores locais, o filme deverá ser filmado em breve e Clark já procura locais para o efeito. É neste ponto que chegou a primeira contrariedade, pois Clark – pelo polémico que é – não foi autorizado a filmar uma importante cena numa escola local.

Para o cineasta, a própria cidade em si será uma personagem. «Visualmente é. Marfa é uma personagem do filme. Visualmente é muito interessante». Porém, que não se pense que este é mais um filme em busca da polémica, ainda que seja perfeitamente identificável dentro do seu trabalho. «Acho que as pessoas vão [ligar o filme ao meu trabalho]. Muitos do filme é sobre ser jovem e apenas observar o mundo. Todos crescemos e tudo acontece em nosso redor. As lições são aprendidas e como isso afeta a nossa vida. Vai ser um trabalho muito interessante».
 
Cá o esperamos… 
 
Jorge Pereira (Via  Big Bend Sentinel)

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