O Dia Internacional do Beijo é comemorado mundialmente em duas datas diferentes: 13 de abril e / ou 6 de Julho, o que prova a importância deste símbolo de amor.
Sendo o cinema um palco de excelência para as demonstrações de afetividade – escolhemos – para registar o dia – alguns dos beijos mais inesquecíveis do grande ecrã. A ordem e a escolha dos momentos foi totalmente aleatória.

“Something Good-Negro Kiss“ (1898)
Saint Suttle e Gertie Brown, em “Something Good-Negro Kiss” (1898), apresentam uma representação de genuína afeição numa era cinematográfica repleta de estereótipos e caricaturas racistas.

“Casablanca” (1942)
Dispensa grandes justificações. É eterno e “We’ll always have Paris.“

“Até à eternidade” (1953)
Um beijo intenso entre Burt Lancaster e Deborah Kerr sobre as areias havaianas marcou com ousadia uma época.

“Homem-Aranha” (2002)
O mais mítico beijo “de pernas para o ar”. O mascarado Peter Parker (Tobey Maguire) salva a sua amada Mary Jane (Kirsten Dunst) de um assalto no centro da cidade e a jovem mulher, sem conhecer a identidade do seu salvador, remove a máscara do super-herói – apenas o suficiente para proteger sua identidade – enquanto lhe dá um beijo sentido de agradecimento.

“Titanic” (1997)
É um dos exemplos mais épicos do cinema. “Titanic” é um romance trágico que levou às luzes da ribalta Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. O beijo do casal que se apaixona a bordo do mais famoso e condenado navio transatlântico é inesquecível. Símbolo de amor e de tragédia.

“Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca” (1980)
Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, uma princesa conheceu um piloto peculiar e as suas vidas nunca mais são iguais. A química de Han (Harrison Ford) e Leia (Carrie Fisher) balança entre o romance e uma picardia constante. Um romance que, aparentemente, terá também tido lugar na vida real.

“Orgulho e Preconceito” (2005)
Jane Austen não podia faltar num artigo sobre romance. A adaptação cinematográfica de “Orgulho e Preconceito” enfatiza a crescente intimidade entre Elizabeth (Keira Knightley) e o Sr. Darcy (Matthew Macfadyen), desde o primeiro toque acidental de mãos até ao encontro no bonito amanhecer. De forma quase trágica, os amantes não se beijam até quase a última cena do filme. Darcy beija Elizabeth na testa, bochechas e lábios, o tempo todo desfrutando o título que finalmente permite que o faça: Sra. Darcy.

“Estranhas Ligações” (1999)
Tão polêmico quanto o filme em si, o beijo entre Selma Blair e Sarah Michelle Gellar continua a ser marcante no capítulo das aventuras de adolescentes excitados na história do cinema. Partilhando um almoço leve no Central Park, as amigas de escola Kathryn e Cecile, interpretadas por Gellar e Blair, discutem os méritos de “praticar” beijos entre pessoas do mesmo sexo e acabam por se beijar. Manipulativa, sexy, confusa e icônica, a troca de línguas revestida de gloss é um dos momentos mais marcantes daquele que é um exemplo por excelência de um thriller dos anos 90.

“Ferro 3” (2004)
É um dos momentos mais marcantes – e fazia mesmo parte do poster – do filme do falecido Kim Ki-Duk, um momento proibido num impossível triângulo amoroso

“Alien: Covenant” (2017)
Não é um beijo comum. É a reviravolta mais inesperada de “Alien: Covenant“: o beijo em causa não é entre qualquer um dos casais humanos mas sim entre dois androides (ou sintéticos), ambos interpretados por Michael Fassbender.
David é o modelo original, frio, calculista e desdenhoso da espécie humana. Walter é o modelo atualizado, projetado para ser menos “humano” de forma a servir melhor os humanos. Cada um fica encantado pelo outro desde o momento em que se conhecem. Cada um entende o outro de uma forma que os que estão ao seu redor não entendem. Os dois até compartilham uma aula de flauta carregada de intuito e insinuações sexuais.
Infelizmente, a questão da humanidade coloca David e Walter em total desacordo. Antes de David matar Walter, declara: “Ninguém jamais te vai amar como eu“, dando-lhe um beijo lento nos lábios. O beijo da morte…

“O Diário da Nossa Paixão” (2004)
Se já mencionamos Jane Austen, seria criminoso não colocar na lista Nicholas Sparks e a adaptação do livro a filme por Nick Cassavetes.
Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel McAdams) não foram os primeiros atores a partilharem um beijo à chuva e não serão certamente os últimos. Os amantes de “The Notebook” contam a história eterna de que, mesmo perante décadas de obstáculos e desgostos, “o amor conquista tudo”. Este beijo é um emblema inspiracional para os eternos românticos.

“Shrek” (2001)
“Shrek” é contos de fadas criado não propriamente para crianças. O humor é adulto e até muitas vezes, atrevido. Fiona (Cameron Diaz) é uma princesa que se transforma em ogre, o que faz Shrek (Mike Myers) se apaixone perdidamente por ela. Ao contrário de Lord Farquaad (John Lithgow), a criatura mitológica não se preocupa com o estatuto ou aparência de Fiona. Uma história que ensina o poder e a cura através do beijo e do amor verdadeiro. As personagens principais de Shrek encontram a felicidade aceitando-se mutuamente.

“Se Esta Rua Falasse“ (2018)
No filme de Barry Jenkins uma jovem afro-americana procura limpar as acusações criminais indevidas do seu marido e provar sua inocência antes do nascimento do seu filho. O beijo entre Stephan James e KiKi Layne é uma das cenas mais marcantes da obra.

“E Tudo o Vento Levou” (1939)
“Você precisa desesperadamente de um beijo“, disse Clark Gable, como Rhett Butler, a Scarlett O’Hara de Vivien Leigh no épico de 1939. “Você deveria ser beijada, frequentemente. E por alguém que sabe como“, propõe mais tarde a Scarlett – duas vezes viúva – provando ser o homem certo para o trabalho.

“O Meu Primeiro Beijo” (1991)
É tão doce ver os melhores amigos Thomas (Macaulay Culkin) e Vada (Anna Chlumsky) a partilhar o seu primeiro e mais rápido beijinho. Primeiro, praticam nos braços e depois inclinam-se e o beijo acontece. A inocência encantadora do primeiro amor.

“A Dama e o Vagabundo” (1955)
Dispensa grandes apresentações. É das cenas mais icónicas da animação. Ela é a cadela mais elegante da cidade; ele um vagabundo adorável. Mas quando estes dois adoráveis canídeos se juntam numa refeição e são unidos por um pedaço de espaguete, eternizaram iconograficamente, o amor.

“Moonlight” (2016)
Os atores de “Moonlight”, Ashton Sanders e Jharrel Jerome, fizeram história ao receberem o prémio de Melhor Beijo no MTV Movie & TV Awards por retratar um beijo entre dois homens negros.
“Esta cena representou mais do que um beijo”, disse Sanders no seu discurso de aceitação. “Isto é para aqueles que se sentem desajustados. Isto representa-nos.”
O filme de Barry Jenkins conta a história de um jovem afro-americano na luta contra sua identidade e sexualidade enquanto experiencia as lutas quotidianas da sua infância, adolescência e entrada na idade adulta.
“A única linguagem verdadeira no mundo é o beijo”
– Alfred de Musset

