Morreu na passada terça-feira o especialista em efeitos visuais e pioneiro do stop-motion, Ray Harryhausen.
A informação do seu óbito foi avançada pela sua familia numa mensagem nas redes sociais.
Nascido a 29 de julho de 1920, Harryhausen decidiu trabalhar com efeitos visuais no cinema depois de ver o King Kong de Willis O’Brien, no filme de 1933 assinado por Merian C. Cooper. O seu primeiro trabalho nos efeitos visuais foi a curta Tulips Shall Grow (1942), sendo O Gigante Africano (1949) a sua primeira longa. Seguiram-se efeitos e construção de criaturas em filmes como O Octopus (1955) , O Mundo Animal (1956), O Monstro do Planeta Vénus (1957), The 7th Voyage of Sinbad (1958), Os 3 Mundos de Gulliver (1960), Mysterious Island (1961), Jason e os Argonautas (1963), First Men in the Moon (1964), Quando o Mundo Nasceu (1966), Ao Sul do Rio Grande (1969), A Nova Viagem de Sinbad (1973), Sinbad and the Eye of the Tiger (1977) e Choque de Titãs (1981).
Apesar de ter sido um dos maiores nomes do efeitos visuais, e de ter inspirado cineastas como Steven Spielberg, George Lucas , Tim Burton, Peter Jackson e James Cameron, Ray Harryhausen nunca ganhou um Oscar pelas fitas onde participou, tendo recebido em 1992 um prémio honorário da Academia.

