Morreu a atriz espanhola Sara Montiel

(Fotos: Divulgação)

Morreu aos 85 anos a atriz espanhola Sara Montiel.

Segundo a imprensa espanhola, a atriz faleceu na sua casa em Madrid acompanhada da filha, Thais. De acordo com relatos, Montiel ainda foi assistida pelo seu médico pessoal, em casa, depois de sofrer um desmaio, mas este não conseguiu reanima-la. 

Natural de Campo Criptana, no seio de uma família humilde que vivia da agricultura, María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isidora Abad Fernández desde muito pequena destacou-se pela sua beleza e pelos seus dotes artísticos, os quais impressionaram Don Vicente Casanova, um influente agricultor (e que era um dos donos de uma companhia de publicidade chamada CIFESA, da Espanha). Este viu-a e ouviu-a cantar durante uma procissão da Semana Santa de Orihuela, em Alicante, província de Espanha, fazendo com que a jovem recebesse uma educação básica em declamação e canto.

A sua primeira participação no cinema foi com “Te quiero para mi” (1944), mas foi a partir de “Empezó em boda”, no mesmo ano, que começaria a usar o nome artístico de Sara Montiel.  Depois de participar com papéis menores em filmes como “D. Quixote” (1947), “A Seara é Grande” (1948) e “Confidencia” (1948), o seu primeiro papel de grande relevo foi em “Louca por amor” (1948), a que se seguiu “Vidas Confusas” (1949) e “Leviandades” (1950). Aos poucos o seu estatuto foi acumulando sucessos, tentando a atriz a sua sorte fora país, no México e nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar em Hollywood.

Em território mexicano deu nas vistas em “Cárcel de mujeres” (1951), “El Capitàn Veneno” (1951), “Furia Roja” (1951), “Piel Canela” (1953) e “Se solicitan modelos” (1954). O sucesso no mercado hispânico chamou a atenção da indústria norte-americana, que precisava de estrelas desta origem, na linha de Rita Hayworth. A sua primeira presença nos EUA foi pelas mãos de Robert Aldrich em “Vera Cruz” (1954). No elenco desta obra encontrávamos nomes como Gary Cooper, Burt Lancaster e um novato chamado Charles Bronson.

Depois desta obra surge “Serenata”(1956), ao lado de Joan Fontaine, o tenor Mario Lanza e Vincent Price. Foi nesse filme que conheceu aquele que foi o seu primeiro marido: Antony Mann, o realizador da fita. Por último, em 1957 filma “A Flecha Sagrada” junto a Rod Steiger sob a direcção do aclamado Samuel Fuller. É igualmente neste ano que filme “O Último Couplet”, o filme com mais receitas de sempre do cinema espanhol.

Sara Montiel em 1957

Com “A Rapariga das Violetas” (1958) tornou-se uma das actrizes mais pagas de Espanha, seguindo-se “Pecado de amor” (1961), “O Samba de Amor” (1965), “La Dama de Beirut” (1965), “La Mujer Perdida” (1966), “Tuset Street” (1968) e “Canciones de nuestra vida” (1975). Na sua carreira nunca esqueceu o seu estatuto de cantora, também apoiando-se nisso quando deixou o cinema, encontrando em algumas peças e números teatrais o seu refúgio.

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