Filme em 3D que pretende reconstituir os momentos anteriores à história do clássico de 1939, “O Feiticeiro de Oz”. Para quem nunca viu o filme de Victor Flemming, tratava-se da odisseia de menina Dorothy (Judy Garland) e seu cãozinho Toto, que após um tornado vão parar ao estranho mundo de Oz. Lá eles uniam-se a estranhas figuras, como o espantalho, o homem de lata e um leão muito cobarde para combater a bruxa malvada do Leste, agradar ao pouco amistoso feiticeiro de Oz e tentar retornar à casa.
O filme de Sam Raimi explica as origens do mágico e das guerras contra a bruxa má. Antes de ser também arrancado do Kansas pelo misterioso tornado que havia levado Dorothy, Oz (James Franco) é um mágico num circo itinerante bastante mal tratado pelo seu público (que o acusa de aldrabão) e em sarilhos por seduzir inocentes meninas da terra com falsas promessas. Ao mesmo tempo, sonha em protagonizar grandes feitos. Depois de aterrar em Oz, vai envolver-se numa batalha mortal entre as bruxas Theodora (Mila Kunis) e Eleonora (Rachel Weisz), contra Glinda (Michelle Williams) e terá como companhia um fiel assistente (um macaco falante) e uma pequena boneca de porcelana (igualmente com o dom da fala).
Plantas mortas
Uma das curiosidades sobre a produção, veiculada pelo Hollywood Reporter em 2010, diz respeito às relações entre o realizador Sam Raimi e Robert Downey Jr., o ator pretendido para encarnar Oz sem que no entanto ele tivesse interesse em fazê-lo. Raimi desistiu definitivamente de tentar convencê-lo quando foi à sua casa e encontrou uma planta, que tinha oferecido a Downey Jr. como sinal de boas intenções, atirada num canto… morta. A seguir foi a vez de Johnny Depp dizer não, alegando já estar comprometido com o projeto “The Lone Ranger” (com Helena Bonham-Carter, estreia em junho).
E foi então que chegou a hora e a vez de James Franco – um ator conhecido pela diversidade de projetos, entre o cinema independente e o comercial.
O fantasma de John Carter
“Oz – O Grande e Poderoso” estreia nesta sexta-feira (08/03) nos Estados Unidos. Em termos de bilheteiras, por enquanto vive-se de especulações: há uns agoirentos que adivinham um novo “John Carter” (o traumático flop da Disney do ano passado, lançado pela mesma altura), mas existem igualmente boatos de que já está em preparação uma sequela – o que demonstraria a confiança dos produtores nos resultados.
Já entre os críticos, a reação foi dividida, mas com os principais veículos a criticar negativamente o filme (44% de aprovação no agregador Metacritic). Para o Washington Post, “… a indústria engana-se em acreditar que pode distrair a audiência com uma narrativa fraca…”, já o New YorK Times chamou a obra de “uma enfurecida mixórdia de muito dinheiro, ideias pequenas e um visual feio”, enquanto o New York Post qualificou-o de “triste épico falhado”. Por sua vez, a Entertainment Weekly observa que o filme “… nunca seduz as nossas mentes nem corações” – com o Hollywood Reporter e a Variety a fazer eco do consenso final a afirmar que “parece bonito, mas falta magia”. Os maiores elogios vieram da Empire, que chama Sam Raimi de “mestre da ilusão”.
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Realização: Sam Raimi
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff, Bill Cobbs, Joey King. EUA, 2013. {/xtypo_rounded2}

