Comparando o desenvolvimento imobiliário com as representações virtuais de Second Life, contrastando-as com a realidade dos trabalhadores migrantes responsáveis pela sua construção, evitando a sua exploração adicional pela filmagem e estetização das condições impostas por um sistema globalizado e injusto, este filme está continuamente a desdobrar-se a vários níveis, só parando em alguns planos na rua, que se estendiam por vezes demasiado.
É um filme essencial para qualquer arquitecto ou urbanista, na medida em que levanta dúvidas pertinentes sobre a conceptualização de espaços públicos e o seu impacto na vida social da cidade, ou para qualquer pessoa interessada na globalização e nos seus efeitos.
Sem quaisquer direitos de autor, o filme está disponível, bem como vários outros recursos, incluindo os excertos de Jacques Rancière, em .
O Melhor: A leitura complexa de assuntos complexos.
O Pior: A banda sonora e alguns planos demasiado extensos.
A Base: É um filme que não é fácil, mas recompensador para quem não queira limitar-se à superfície…7/10

