Há algo de estranho neste filme. Encapsulado numa história de ficção, onde a morte de um homem obriga a deslocação de três homens por várias aldeias do interior, sendo continuamente convidados para comer e beber pelas casas de pessoas que, sem qualquer outro motivo para além do filme, começam a contar as suas histórias pessoais, a deixar conselhos ou a dar lições de História.
É um filme forçado, de pouca naturalidade, capaz de encontrar alguma ressonância da experiência que se possa ter da hospitalidade do interior nortenho, mas sempre com uma estranheza e artificialidade. O que é pena, porque o potencial está lá, mas parece ser mal aproveitado pelo realizador António Borges Correia, que parece indeciso entre a ficção e o documentário. Apesar disso, tem algumas boas ideias e algumas passagens interessantes.
É um filme a ver com alguma caução, tentando aceitar a premissa dual e contraditória, o pouco à-vontade dos participantes (hesito em chamar-lhes actores) e apreciando a beleza das imagens e os vestígios da autenticidade da hospitalidade dos portugueses.
É um filme forçado, de pouca naturalidade, capaz de encontrar alguma ressonância da experiência que se possa ter da hospitalidade do interior nortenho, mas sempre com uma estranheza e artificialidade. O que é pena, porque o potencial está lá, mas parece ser mal aproveitado pelo realizador António Borges Correia, que parece indeciso entre a ficção e o documentário. Apesar disso, tem algumas boas ideias e algumas passagens interessantes.
É um filme a ver com alguma caução, tentando aceitar a premissa dual e contraditória, o pouco à-vontade dos participantes (hesito em chamar-lhes actores) e apreciando a beleza das imagens e os vestígios da autenticidade da hospitalidade dos portugueses.
O Melhor: A imagem.
O Pior: As cenas no bar.
A Base: É um filme a ver com alguma caução…5/10

