doclisboa 2010: ‘Totó’ por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

António Cotroneo, Totó, é um italiano de Tropea, na Calabria, que vive e trabalha em Viena. Este filme é a sua crise de meia-idade, retratada entre viagens à sua terra natal onde procura sinais da sua infância e o seu trabalho em Viena.
Com uma fotografia fabulosa, é um conjunto de fotografias com (muito pouco) movimento, onde Totó vai falando sobre a sua vida e as suas dúvidas. É um filme lento e fragmentado, com planos desenquadrados propositadamente ou close-ups incómodos. Há momentos em que Totó interage com outras pessoas e esses são os melhores momentos do filme, mas normalmente é só mesmo a sua ladainha pessoal que se ouve.
Pouco há a dizer sobre o filme a não ser que está inserido correctamente na secção “Riscos” do festival e que dois terços das pessoas a assistirem à sessão abandonaram-na antes do final. É uma espécie de queixume constante, com uma grande fotografia, absolutamente aborrecido, uma prova de força aguentar até ao final. Talvez alguém a passar pelo mesmo período da vida consiga relacionar-se na sua comiseração, mas é alienante e desinteressante para todos os demais.

O Melhor:
A Fotografia.
O Pior: A constante comiseração.

A Base:
É uma espécie de queixume constante, com uma grande fotografia…4/10

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