É difícil entrar em pormenores sobre o segundo filme – “Oral History” – sem o estragar. O realizador Volko Kamensky pretende questionar a validade da memória e da tradição oral da passagem dessa memória para outras pessoas. É um filme de 22 minutos lento, que só ganha sentido no punchline final, mas que nos deixa a pensar. (6/10)
Quanto ao terceiro filme, tenho que admitir a minha parcialidade. Durante anos fui cliente regular de uma discoteca em Lisboa e muitas noites passei-as à porta, na conversa com os porteiros e a ver a interacção das pessoas que passavam ou tentavam entrar. É com alguma nostalgia e lembrando-me de muitas situações que vivi que vejo um filme que se concentra nessa interacção na porta de uma discoteca em Paris. Durante pouco mais de meia hora, vamos vendo várias conversas com pessoas que acedem à discoteca, que são expulsas, que não estão em condições de entrar em lado nenhum, e abre-se um mundo normalmente mal entendido e ingrato de porteiro de discoteca. Por toda a minha parcialidade, não me dei conta se o filme poderá tornar-se aborrecido para outras pessoas, mas deu-me ideia que, com a variedade de situações mostradas, não será esse o caso. (8/10)
Ainda há uma exibição adicional destes três filmes:
23 OUT. 21:00 – Cinema LONDRES – Sala 2

