
Com a Humanidade tendo uns poucos milhares de anos, 100,000 anos é um período de tempo inconcebível, aproximando a realização da tarefa a ficção científica. Como impedir que gerações futuras escavem este material tão prejudicial? Como comunicar com elas, se nem sabemos como serão? Como impedir que pensem que o lugar é alguma espécie de templo? Estas são apenas parte das perguntas exploradas por vários técnicos e pelo realizador.
Apropriadamente, o estilo do filme aproxima-se mais ao dos grandes filmes de ficção científica como “2001”, com uma sensibilidade contemplativa, usando a inóspita paisagem que rodeia o complexo em oposição aos túneis quase monumentais a serem escavados.
Este é um filme do qual se sai pensativo, em parte preocupado pelo futuro e pelo que se está a fazer para lidar com os mais de 200 mil toneladas de desperdícios que existem já, em parte maravilhado com o conceito de tentar comunicar com os nossos descendentes numa escala de tempo quase fantástica. Se chegar a ser distribuído nas salas comerciais, é um filme a não perder.
Exibições adicionais no doclisboa:
20 OUT. 22:30 – Cinema LONDRES – Sala 1
24 OUT. 23:00 – Cinema LONDRES – Sala 2
Informação adicional sobre este tema pode ser encontrada no site do filme: http://www.intoeternitythemovie.com
O Pior: Talvez alguns temas pudessem ter sido explorados mais profundamente, já que o filme só tem uma hora e um quarto de duração.
A Base: Se chegar a ser distribuído nas salas comerciais, é um filme a não perder…9/10

