Filmes portugueses selecionados para Festivais mundiais

(Fotos: Divulgação)

As longas metragens “A Zona” e “A Religiosa Portuguesa” irão estar presentes na programação de alguns festivais de cinema mundiais. Assim, o primeiro, realizado por Sandro Aguilar, estará presente na prestigiosa Mostra de Cinema de São Paulo, a decorrer em final de Outubro, surgindo a “Religiosa” inserido na programação do London Film Festival.

“A Zona”, que estreou no Indie Lisboa em 2008 e já participou entre outros nos festivais de Locarno, Londres Mar del Plata e Turim, foi exibida nos cinemas em Maio deste ano.

A ZONA , É realizada por Sandro Aguilar, vencedor de vários prémios pelas suas anteriores curtas metragens, e assinala a sua estreia na longa-metragem.

O filme, com Isabel Abreu e António Pedroso nos principais papéis, fala-nos de personagens que têm que lidar com a perda de um ente querido.

Já a “Religiosa Portuguesa”, quarta longa-metragem de Eugène Green e a sua primeira em língua portuguesa, conta com as interpretações dos actores Leonor Baldaque, Ana Moreira, Beatriz Batarda, Diogo Dória e Adrien Michaux – tendo ainda participações especiais dos fadistas Camané e Aldina Duarte.

A obra dá-nos a conhecer Julie de Hauranne, uma jovem actriz francesa que fala a língua da sua mãe, o português, mas que nunca esteve em Lisboa, e que chega pela primeira vez a esta cidade, onde vai rodar um filme baseado nas Lettres Portugaises de Guilleragues. Rapidamente, deixa-se fascinar por uma freira que vai rezar, todas as noites, para a capela da Nossa Senhora do Monte, na colina da Graça. No decurso da sua estadia, a jovem trava uma série de conhecimentos, que, à imagem da sua existência anterior, parecem efémeros e inconsequentes. Mas, após uma noite em que, finalmente, fala com a freira, ela consegue entrever o sentido da vida e do seu destino.

No que toca a curta-metragens, destaque para a presença de “Alpha” e “A Canção de Amor e Saúde” no no Festival de Curtas do Mediterrâneo.

“Alpha” é uma curta-metragem de Miguel Fonseca e fala-nos do que começa como experiências em laboratório com animais e conduz no futuro ao desenvolvimento de seres artificiais capazes de executar as mais diversas e complexas tarefas.

Já “A Canção de Amor e Saúde” é a mais recente curta-metragem de João Nicolau (“Rapace”) e dá-nos a conhecer João, o único empregado visível do estabelecimento comercial Chaves Morais. Ele é também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor.

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