Morreu João Bénard da Costa

(Fotos: Divulgação)

Morreu aos 74 anos João Bénard da Costa, um dos nomes mais proeminentes da área do cinema português, para sempre ligado ao cargo na direcção da Cinamateca Portuguesa.

Após uma carreira longa ligada ao cinema, – onde foi dirigente cineclubista, presidente da Juventude Universitária Católica, fundador da revista “O Tempo e o Modo”, assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, professor de História e Filosofia no Externato Frei Luís de Sousa, Liceu Camões e Colégio Moderno, investigador no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian, Secretário Executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura, responsável pelo Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Gulbenkian, Professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, jornalista em diversos jornais, e dirigente da Cinamateca – o cronista, como sempre se definiu, deixa no panorama do cinema em Portugal uma marca impressionante de amor e dedicação.

E para além de ter públicado diversas obras – como monografias sobre Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), John Ford (1983), Josef Von Sternberg (1984), Nicholas Ray (1984) e Howard Hawks (1988). São também de referir os volumes O Musical (1987), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996) – João Bénard da Costa ainda participou em algumas peças cinematográficas de João César Monteiro e Manoel de Oliveira, sempre com o nome Duarte de Almeida.

Homenageado com o prémio Pessoa em 2001, agraciado com a ordem do Infante D. Henrique e reconhecido em França – que o designou como “Officier des Arts et des Lettres” – João Bénard da Costa deixa um imenso legado na história do cinema em Portugal, tornando-se facilmente um nome maior no meio da 7ª Arte.

 
 
Jorge Pereira

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