Após uma carreira longa ligada ao cinema, – onde foi dirigente cineclubista, presidente da Juventude Universitária Católica, fundador da revista “O Tempo e o Modo”, assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, professor de História e Filosofia no Externato Frei Luís de Sousa, Liceu Camões e Colégio Moderno, investigador no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian, Secretário Executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura, responsável pelo Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Gulbenkian, Professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, jornalista em diversos jornais, e dirigente da Cinamateca – o cronista, como sempre se definiu, deixa no panorama do cinema em Portugal uma marca impressionante de amor e dedicação.
E para além de ter públicado diversas obras – como monografias sobre Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), John Ford (1983), Josef Von Sternberg (1984), Nicholas Ray (1984) e Howard Hawks (1988). São também de referir os volumes O Musical (1987), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996) – João Bénard da Costa ainda participou em algumas peças cinematográficas de João César Monteiro e Manoel de Oliveira, sempre com o nome Duarte de Almeida.
Homenageado com o prémio Pessoa em 2001, agraciado com a ordem do Infante D. Henrique e reconhecido em França – que o designou como “Officier des Arts et des Lettres” – João Bénard da Costa deixa um imenso legado na história do cinema em Portugal, tornando-se facilmente um nome maior no meio da 7ª Arte.

