
Realizado em 1978, “Histórias Selvagens”, de António Campos é uma adaptação de dois contos de Passos Coelho, rodado essencialmente num vale que é território ameaçado pelas cheias o filme é uma crónica cinematográfica sobre o trabalhador rural na área de Montemor-o-Velho. Será exibido amanhã, às 21h30, no Cinema São Jorge, encerrando assim a terceira edição do Panorama – Mostra do Documentário Português.
Hoje há ainda para ver, ou rever, quatro documentários produzidos em 2008: “O Segredo” de Edgar Feldman, premiado no último doclisboa, “Adeus à Brisa”, de Possidónio Cachapa, “Dificilmente o que Habita perto da Origem Abandona o Lugar” de Olga Ramos e “Álvaro Lapa: A Literatura”, de Jorge Silva Melo.
E amanhã às 17h00, na sala 2 do Cinema São Jorge, a não perder o debate final “Que Panorama?”, com os programadores do PANORAMA e com José Manuel Costa e Graça Castanheira.
Após a sessão de encerramento há festa no Cinema São Jorge, com o colectivo de Djs Il Cru Fantástico. Bebidas e bigodes grátis.
Sábado | 21 de Fevereiro
17h00 – O Segredo
Realização: Edgar Feldman
Duração: 60′
Formato: Digibeta
Produção: Tinta Invisível
Sinopse
António Dias Lourenço, hoje com 94 anos, comunista, relembra os anos de encarceramento no Forte de Peniche, durante a ditadura fascista em Portugal, focando-se no episódio da sua evasão em 1954.
O Adeus à Brisa | Possidónio Cachapa | 50′
Realização: Possidónio Cachapa
Duração: 55´
Formato: Digibeta
Produção: Filmes do Tejo
Sinopse
Um homem fala sobre o seu passado que se confunde com o da história do seu país. Num discurso comovente, evoca a luta pela liberdade e a sua crença nas revoluções e na supremacia da beleza. Sentado na sua sala, Urbano Tavares Rodrigues mantém-se o escritor, o resistente, o que acredita no melhor do Homem.
19h00 – Dificilmente o que Habita perto da Origem Abandona o Lugar| Olga Ramos | 50′
Realização: Olga Ramos
Duração: 50′
Formato: Digibeta
Produção: Laranja Azul
Sinopse
Alberto Carneiro é escultor. Nasceu na zona rural nortenha de São Mamede do Coronado. Aí exerceu o ofício de santeiro durante vários anos, antes de iniciar um percurso artístico que o transformaria num dos mais importantes artistas da sua geração.
21h30 – Álvaro Lapa: A Literatura | Jorge Silva Melo | 100′
Realização: Jorge Silva Melo
Duração: 100´
Formato: Beta Digital
Produção: Os Artistas Unidos
Sinopse
Numa viagem entre Viseu e Lisboa, Jorge Silva Melo reconstitui a sua relação com Álvaro Lapa, as entrevistas que realizou com o artista, os anos passados a ver crescer uma das obras mais singulares da arte portuguesa.
Conversa com os realizadores Edgar Feldman, Possidónio Cachapa e Olga Ramos
Domingo | 22 de Fevereiro
17h00 – DEBATE FINAL: “Que Panorama?” com os programadores do PANORAMA e com José Manuel Costa e Graça Castanheira.
21h30 – Sessão de Encerramento
Percursos no documentário português: António Campos
Histórias Selvagens
Realização: António Campos
Duração: 102´
Ano: 1978
Formato: 35 mm
Produção: José J. Mota
Sinopse
Sobre esta adaptação de dois contos de Passos Coelho, rodado essencialmente num vale que é território ameaçado pelas cheias, disse António Campos por altura da sua estreia: Histórias Selvagens desejaria ser uma crónica cinematográfica sobre o trabalhador rural, implantada na área de Montemor-o-Velho, desde tempos recuados até aos nossos dias.» E Maria João Madeira refere-se sobre ele assim: «Mais uma vez, pela sua complexidade narrativa onde convivem tempos diferentes, personagens e paisagem, vigor documental e afirmação ficcional, o filme é recebido como um ponto de viragem na obra do realizador (…)»
Menção Honrosa do 1º Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa de Aveiro, 1984. Primeira apresentação pública: VII Festival de Santarém, Novembro de 1978.
Festa de Encerramento

