Esta citação de Albert Barillé descreve na perfeição a obra do próprio, falecido esta Quarta, 11 de Fevereiro, em Neuilly, França, com 88 anos.
Por cá, este conhecido produtor, realizador, criativo e cenarista francês marcou gerações inteiras com a série de animação “Era uma vez o Homem” e respectivas sequelas “Era uma vez o Espaço”, “Era uma vez a Vida”, etc. Quem poderia esquecer a Tocata e fuga em Ré Menor, de Bach, que dá início ao genérico?…
Albert Barillé também era filósofo e autor de peças de teatro e documentários médicos. Viu a sua obra galardoada com vários prémios ao longo da sua carreira, nomeadamente o Grand Prix do Festival International du film jeunesse com “Colargol”; o Soleil d’Or pela melhor emissão para a juventude com “Era uma vez o Homem”; o Sept d’Or pela melhor emissão para a juventude com “Era uma vez a Vida” e a Medalha de Vermeil da Criação Francesa pelo conjunto da sua obra, só para referir alguns.
A sua primeira produção surge nos ecrãs franceses nos anos 70. É a série de animação “Colargol”, que retrata um ursinho distraído cuja paixão é cantar. Seguem-se todos os programas ludo-educativos que o tornaram famoso – em francês “Il était une fois…” – sempre recorrendo às personagens do jovem Pierre e do sábio Maestro, entre outros. O último, “Era uma vez a Terra”, foi apresentado em França no final do ano passado e pretende sensibilizar quanto ao meio ambiente, ainda se encontrando em exibição no canal FR3.

