O franchise vai dando mostras de cansaço criativo e o seu protagonista vai chegando perto dos 60 anos. Mas Bruce Willis já avisou que este não será o último filme da série “Die Hard” e que o detetive da polícia de Nova Iorque John McClane ainda terá pelo menos mais uma encarnação antes da reforma.
A ideia central – de que é quase impossível dar cabo do detetive – tomou as mais variadas formas e cenários e, neste quinto episódio, o policia vê-se no meio a uma disputa de poder entre criminosos russos – no país para o qual viajou depois de saber que o filho Jack (Jai Courtney) está encarcerado. Ao mesmo tempo que enfrentam os bandidos, os dois são obrigados a tratar dos conflitos de uma relação familiar marcada pela animosidade. O resto são perseguições e explosões.
Toda a ação se passa num único dia e houve uns tantos boatos durante a produção de que ele seria um “crossover” com a série televisiva “24”, protagonizada por Kiefer Sutherland – que inclusive participaria no projeto. Os produtores nunca comentaram tais notícias e o filme realizado por John Moore (de “Max Payne”) não tem maiores parentescos com a série.
Corridas de fórmula 1
O filme foi todo rodado na Hungria, nos arredores de Budapeste, onde se criaram os cenários para reproduzir Moscovo e Chernobyl. Entre os locais de filmagem esteve a pista de Fórmula 1 de Hungaroring. Talvez por isso e diferente de tantos filmes passados na capital russa, as imagens de cartão postal estejam ausentes.
Beldades eslavas e publicidade enganosa
Mas “Nunca É Bom Dia para Morrer” não ficou totalmente sem nenhuma beleza eslava. A filha do vilão vivido por Sebastian Koch, Irina, é interpretada pela atriz russa Yuliya Snigir. Esta tem uma trajetória bem curiosa: antes de tornar-se modelo e atriz ela foi uma jogadora de xadrez profissional na sua cidade natal, Tula (200 km de Moscovo), carreira que pretendia seguir.
Acabou por ir para a capital estudar pedagogia e dava aulas de inglês numa escola quando, casualmente, um amigo mostrou suas fotos a uma agência de modelos. E ai tudo mudou. Mais tarde lançou-se no mundo do cinema e, depois de duas produções independentes, os blockbusters russos “The Inhabited Island” (um original e uma sequela) a transformaram numa celebridade no seu país natal – ao mesmo que tornava-se uma modelo requisitada no exterior. Esta é a sua primeira produção internacional para cinema. Mas quem viu um trailer do filme que circulou por aí com a atriz a despir-se… esqueça. Estamos na série “Die Hard”, onde tudo que interessa é dar tiros, muitos tiros…
Salada russa
Se as coisas correrem bem na bilheteira, pode ser o trabalho de maior visibilidade no cinema do ator australiano Jai Courtney, conhecido da série televisiva “Spartacus”. Aqui a enfrentar russos como o filho de John McClane, Courtney esteve recentemente em cartaz em Portugal com “Jack Reacher”, onde era um gangster… russo.
As muitas ameaças a John McClane
Já lá vão 25 anos desde o filme de estreia desta saga de um polícia muito difícil de matar. “Assalto ao Arranha-Céus”, que contava com Alan Rickman como antagonista e Bonnie Bedelia como a esposa de Willis, tinha na realização o mestre dos filmes de ação John McTiernan (de “O Predador” e “Caça ao Outubro Vermelho”). A ação passava-se em Los Angeles e os terroristas eram da antiga Alemanha Oriental.
O primeiro filme foi um grande sucesso e apenas dois anos depois era lançado, pela mão de outro especialista em tiroteios, Renny Harlin, “Assalto ao Aeroporto”. A história continua um ano depois dos acontecimentos do seu antecessor, também na época do Natal, mas em Washington. Desta vez os malfeitores são um ditador latino-americano e um grupo de mercenários formado dentro das próprias forças norte-americanas. William Sadler e Franco Nero eram as faces do mal.
Com elenco de luxo (Jeremy Irons e Samuel L. Jackson incluídos), John McClane retorna divorciado com problemas no trabalho e a um passo do alcoolismo em “Die Hard 3 – A Vingança”, novamente com McTiernam no comando. A ameaça vinha do irmão do vilão do primeiro filme, que desafiava o detetive para um “jogo” mortífero em Nova Iorque.
Por fim, foi a vez de um hacker extremamente inteligente (Timothy Olyphant) tirar o sossego do policia em “Die Hard 4.0 – Viver ou Morrer”. Ele contou com a ajuda de Justin Long para encontrar o pirata informático que estava a lançar o caos nos Estados Unidos inteiro. Com uma ameaça interna ao invés de vilões externos, teve na realização Len Wiseman, criador da série “Underworld” – e que esteve cotado para este filme.
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http://www.youtube.com/watch?v=rvp8jPTaA3Q
Realização: John Moore
Elenco: Bruce Willis, Jai Courtney, Sebastian Koch, Yuliya Snigir, Radivoje Bukvić, Cole Hauser. EUA, 2013. {/xtypo_rounded2}

