Eu, Alex Cross: nem rápido nem furioso

(Fotos: Divulgação)

Obra dedicada a fãs de filmes de ação, com direito a pancadaria, tiros e a uma odisseia de vingança pelo meio. “Eu, Alex Cross” ressuscita uma personagem literária que já ganhou duas adaptações cinematográficas com Morgan Freeman no papel principal: “Beijos que Matam” (1997) e “A Conspiração da Aranha” (2001). 

Onze anos depois, o detetive psicólogo do FBI está de volta para investigar o assassinato de uma mulher e, a partir de uma certa altura, mover uma vingativa cruzada contra o super vilão Picasso (Matthew Fox). Rob Cohen, responsável por muitos filmes de ação sem grandes pretensões artísticas, como “Velocidade Furiosa” (2001), assina a realização.

Tyler Perry é popular entre a comunidade afro-americana dos Estados Unidos. A sua “drag queen” Madea está em filmes que estão no topo do box office por lá, ao mesmo tempo que o ator não tem qualquer expressão no resto do mundo. Algo problemático para um protagonista que deveria ajudar a recuperar do prejuízo um filme que falhou no seu país. De um orçamento de U$ 35 milhões, recuperou U$ 25. 

Já Matthew Fox vem da série “Lost – Perdidos”. O ator fez um grande esforço físico para encarnar o vilão Picasso, praticando muita ginástica para perder peso mas ganhar uma enorme massa muscular e ser convincente ao enfrentar num ringue de “vale-tudo”. Em 2012 ele protagonizou, ao lado de Tommy Lee Jones, o filme “Emperor”, exibido no Festival de Toronto e ainda sem estreia comercial. No elenco secundário, destaque para a participação de Jean Reno.

Entre os críticos, por sua vez, não houve perdão: o filme foi completamente massacrado. Pensado para ser um franchise, resta saber se os produtores ainda terão alguma carta na manga para fazer voltar a vida o corpo agonizante de Alex Cross.
 
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Realização: Rob Cohen
Elenco: Tyler Perry, Matthew Fox, Edward Burns, Rachel Nichols, Cicely Tyson, Jean Reno. EUA, 2012.{/xtypo_rounded2} 

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