O Chef: Comédia culinária com Jean Reno

(Fotos: Divulgação)

Os apreciadores de comédia e temáticas culinárias talvez gostem desta obra protagonizada por Jean Reno. Ele é Alexandre Legarde, um famoso chef que dirige um programa de televisão e um restaurante com o seu nome, mas gerido por uma empresa que ameaça despedi-lo por ele ser muito caro. Para isso basta ele perder uma das três estrelas que seu restaurante possui. O seu destino cruza-se com o de Jacky Bennot (Michaël Youn), um aspirante talentoso mas com um temperamento inflexível que o impede de manter os seus empregos. Essa situação crónica agrava também a vida com a sua namorada, Beatrice (Raphaëlle Agogué), grávida de oito meses. 

Um dos aspetos mais interessantes do filme são os tópicos ligados à culinária, com as suas idiossincráticas regras, receitas pouco usuais, ingredientes pitorescos. Para obter o máximo de realismo nas cenas, o realizador Daniel Cohen teve a consultoria de nada menos que três chefs consagrados da culinária francesa. 

Apresentado no Festival de Berlim deste ano numa seção dedicada a cinema e culinária, “O Chef” segue uma certa trajetória no cinema francês que aborda a temática – a qual inclui filmes como “Le Grand Restaurant” (1966), de Jacques Besnard, “O Peito ou A Perna” (1976) de Claude Zidi, ou “Cuisine Americaine” (1998), de Jean-Yves Pitoun.

Cerca de 350 mil pessoas viram “O Chef” em França, o terceiro trabalho como realizador do ator Daniel Cohen. O segundo, uma comédia com Benoit Poelvoorde, “Perdido entre Dois Mundos”, também esteve em cartaz em Portugal em 2007. A banda sonora é do italiano Nicola Piovani, oscarizado pela música de “A Vida É Bela”.

Jean Reno, que faz aqui o seu 15º filme em parceria com a Gaumont, estará em janeiro nos ecrãs portugueses com outro filme – “Eu, Alex Cross”. Entre os seus novos trabalhos estão “Les Seigneurs” (novo filme de Olivier Dahan, em cartaz “Minha Canção de Amor”), um projeto ainda sem título de Christian Camargo (com Katie Holmes), “Raspoutine”, a sua nova colaboração com a realizadora Rose Bosch, de “As Crianças de Paris” – recentemente exibido em Portugal. 

Foi por ter ficado impressionado com a sua prestação neste filme, aliás, que Daniel Cohen convidou a atriz Raphaëlle Agogué a juntar-se ao projeto. Em 2012 ela protagonizou “À l’aveugle”, thriller com Lambert Wilson e Jacques Gamblin inédito por cá. O seu próximo trabalho é a produção espanhola “La Banda Picasso”, que estreia em Espanha em janeiro.

Michaël Youn trabalha atualmente na sua segunda longa-metragem como realizador, “Vive la France”, obra que também protagoniza.
 
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http://www.youtube.com/watch?v=JLCZkc9j7tU 
 
Realização: Daniel Cohen
Elenco: Jean Reno, Michaël Youn, Raphaëlle Agogué. França, 2012 {/xtypo_rounded2} 

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