O sobrenatural vai invadindo de forma implacável a vida do escritor (Ethan Hawke) de investigações de crimes violentos e em busca desesperada de reconquistar o sucesso que tinha alcançado com um dos seus livros. Para obter inspiração, muda-se com a mulher e os dois filhos para uma casa onde tinha acontecido o assassínio de uma família inteira – crime que está a investigar para o seu livro. Este ponto de partida a “The Shining” é o pretexto para a invasão de alguns emblemas da longa história do cinema de terror: máquinas que se ligam sozinhas, gravações de género snuff, crianças assustadoras, uma “entidade” mascarada, um vilão devorador de criancinhas etc.
Com um custo de produção baixíssimo (apenas U$ 3 milhões), até porque mistura o found footage com um enredo todo desenvolvido dentro de um único cenário, já rendeu U$ 45 milhões nos Estados Unidos. Os críticos, por sua vez, ficaram bastante divididos. Um analista do Common Sense Media afirmou que Scott Derrickson foi bem sucedido ao “utilizar as ferramentas dos velhos filmes de terror para criar novos sustos”. Já na observação do New York Post o protagonista mereceu o seguinte comentário: “Vamos lá, Ethan Hawke, você é melhor que isto. Não há por aí nenhum “Before Sunset” que mereça a sua atenção?”.
Parece que depois do muito criticado “O Dia Em que A Terra Parou” o realizador Scott Derrickson resolveu jogar pelo seguro e optou por uma temática com a qual já havia trabalhado antes – no excelente “O Exorcismo de Emily Rose”. Infelizmente a ambição por aqui é bem menor – nada dos questionamentos científicos, jurídicos e históricos daquele filme; o realizador contenta-se em aceitar o sobrenatural e limita-se a criar suspense e sustos – alguns terríveis. O cineasta deve voltar ao género com “Beware The Night”, previsto para 2013, e “The Breathing Method”, baseado em Stephen King, a ser lançado em 2014.
Ethan Hawke terá lançados no próximo ano “Vigilandia”, sci-fi com a arqui-vilã de “Dredd 3D”, Lena Headey, “Getaway”, filme de ação com Selena Gomez e a aguardada sequela “Before Midnight”, onde, desta vez, perambula com Julie Delpy pela Grécia. Ainda inédito por aqui está “La Femme du Vème”, de Pawel Pawlikowski e com Kristin Scott Thomas, lançado em França no final do ano passado.
Juliet Rylance é uma atriz inglesa que atua principalmente no teatro. Antes de “Sinister” tinha entrado num único filme “Animal” (2005), de Rose Bosch (de “As Crianças de Paris”). Ainda em 2012 entrou em “Frances Ha”, dos darlings do circuito independente Noah Baumbach (realizador de “Greenberg”) e Greta Gerwig (atriz do mesmo filme). Para o ano atua em projeto ainda sem nome protagonizado por Jean Reno e Katie Holmes e, num papel maior, em “Adam Shaw”, com Mary Elizabeth Mastrantonio.
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http://www.youtube.com/watch?v=X9c7j6565Lk
Realização: Scott Derrickson.
Elenco: Ethan Hawke, Juliet Rylance, Vincent D’Onofrio. EUA, 2012. {/xtypo_rounded2}

