Todas as despedidas são tristes e naturalmente marcadas por uma intensidade emocional muito particular. No caso de uma banda com 11 anos de atividade, que reúne 20 mil pessoas para o seu concerto de despedida, a coisa não poderia ser diferente: este era o último concerto – especial para a sua banda e para o seu público. LCD Soundsystem foi uma daquelas “bandas de um homem só”, neste caso James Murphy, cuja carreira começou tardiamente (com 38 anos!) e que nunca imaginou, realmente, ter um grupo a sério.
O facto é que isso acabou por acontecer: o sucesso dos seus três álbuns de estúdio (“LCD Soundsystem”, 2005, “Sound of Silver”, 2007, “This Is Happening”, 2010) levou às tours e com elas a necessidade de uma verdadeira banda. Em 2011 Murphy achou que era hora de parar, embora na entrevista a um programa televisivo que abre o filme ele nem sequer consiga explicar o porquê. “Você é um homem de sucesso! Por que parar…!?”, pergunta o apresentador incrédulo. O músico responde que há uma série de outras coisas para fazer… Mas a coisa complica-se quando se trata de responder quais são elas.
Levar o cão para passear, talvez. Essa é uma das tantas cenas de rotina com que o filme intercala outra conversa de Murphy, dessa vez no café, onde analisa de facto a sua vida e a sua música. É um filme menos emocionante para quem não tiver uma grande afinidade com a banda em termos musicais, mas é ainda assim emblemático da vida nos bastidores de um grande grupo de rock.
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