«Uma Vida Melhor»: Os dias negros do capitalismo

(Fotos: Divulgação)

Um filme para os tempos de crise – segundo uma lei de Murphy muito apropriada para a falência económica do mundo ocidental: se alguma coisa pode piorar, certamente isso acontecerá. Essa é a base da história de Yann (Guillaume Canet), da mulher que ama e pela qual é correspondido (Leila Bekhti), e do filho dela, Slimane. História de esperanças e misérias, com três personagens a lutar contra fatalidades diversas mas a recusar-se, ao mesmo tempo, a serem vítimas do destino. 

Chega a Portugal quase um ano depois da sua passagem pelo Estoril, onde ganhou o prémio especial do júri. É o oitavo trabalho do realizador Cédric Kahn, que esteve na competição oficial de Cannes em 2001, com “Roberto Succo”, e na de Berlim em 2004, com “Sinais Vermelhos”. Em Portugal já teve lançado também “Arrependimentos”, de 2009. 

Guillaume Canet ganhou o prémio de Melhor Ator no Festival de Roma pela sua atuação neste filme. Ele, que esteve recentemente em cartaz por aqui com “Descaradamente Infiéis” e, no cinema francês, já coleciona algumas indicações ao César – até como realizador por “Não Digas a Ninguém”, de 2006.

A atriz Leila Bekhti, por sua vez, também passou recentemente por cá com “A Fonte das Mulheres”. Em “Uma Vida Melhor” faz de libanesa mas é na verdade a francesa de origem argelina e tem no currículo alguns sucessos na bilheteira gaulesa e a participação num dos trabalhos mais importantes de Jacques Audiard: “O Profeta”.
 
 {xtypo_rounded2}
Uma Vida Melhor
 
 {avsplayer videoid=214}
 
Realizador:Cédric Kahn
Com: Guillaume Canet, Leila Bekhti, Slimane Khettabi
Outros dados:GB/FRA, 2011.{/xtypo_rounded2}

Últimas