Terapia a Dois: Não existe amor (e sexo) depois dos 50

(Fotos: Divulgação)
 
Depois de uma “dama de ferro”, Meryl Streep agora encarna uma frágil cinquentona em busca do afeto perdido. “Terapia a Dois” pretende explorar as situações cómicas decorrentes da procura de um especialista matrimonial (Steve Carrell) por uma triste e sensível esposa (Streep) que leva arrastado o seu sorumbático marido (Tommy Lee Jones). Em causa, a chama perdida da juventude, submersa pela rotina. 

A atriz foi buscar o argumento de “Terapia a Dois” à famosa Black List – espécie de limbo onde vão penar os “melhores argumentos” não filmados de Hollywood. Ficou encantada com o enfoque inédito da temática – tanto mais que, segundo ela, o assunto é um tanto tabu, pois em geral os casais não querem discutir o quanto se acomodam e deixam de ter ambições afetivas (e sexuais) com o passar dos anos.

Mais do que apenas trabalhar os clichés do género, a argumentista Vanessa Taylor disse estar interessada nas relações de distância e proximidade entre pessoas – nesta caso particular o de um casal a viver junto há mais de 30 anos. Ao contrário do que possa parecer, a escrita parece ter sido um processo difícil para a argumentista do hit televisivo “Game of Thrones”, da HBO, que diz ter reescrito cerca de 60 páginas até dar o trabalho por concluído. Mas a sua sina estava apenas no começo: a sua história de amor da meia-idade não encontrou espíritos dispostos a transformá-la num filme até Meryl Streep se interessar por ele. 

David Frankel é especialista em comédias e volta a trabalhar com a atriz depois do bem- sucedido “O Diabo Veste Prada”. Em termos de bilheteiras, vai equilibrando as contas depois de dois grandes hits (“O Diabo Veste Prada” e “Marley e Eu”) e um mega desastre (“The Big Year”, de 2011). 
 
{xtypo_rounded2}Terapia a Dois (Hope Springs) 
{avsplayer videoid=200} 
Realização: David Frankel.
Elenco: Meryl Streep, Tommy Lee Jones, Steve Carrell. EUA, 2012. {/xtypo_rounded2} 

Últimas