«LockOut – Máxima Segurança», um thriller que nunca quer ser levado a sério…

(Fotos: Divulgação)

Estreou hoje nos nossos cinemas «LockOut – Máxima Segurança», um dos últimos desvarios de ação com o selo de Luc Besson, que conjuntamente com os cineastas James MatherStephen St. Leger constroem um thriller de ficção científica repleto de humor e sarcasmo, e onde acompanhamos um anti-herói e uma «damsel in distress» (donzela em apuros) numa luta pela sobrevivência numa prisão espacial de alto risco.

A protagonizar esta obra temos Guy Pearce, ator aclamado pelo seu desempenho em filmes como «Memento», «The Proposition – Escolha Mortal» e «Prometheus». Este género de anti-heróis não é novo para o australiano, que confessa que teve o primeiro contacto com o projeto em 2010. «Encontrei-me com o Luc Besson no inicio de 2010 em Los Angeles e uns meses depois com o Stephen St. Leger e o James Mather. Achei o guião original o que é algo que procuro sempre. Também gostei da ideia de protagonizar alguém irreverente como o Snow. Ele não é o típico herói de ação e isso levou-me a aceitar protagonizá-lo. Ele é preguiçoso. Achei piada a isso.» 

 
Snow (Guy Pearce)

Podemos mesmo definir Snow como a típica personagem dos anos 80, repleta de frases feitas, e a grande chama de um género de humor que se dissipou bastante nos anos 2000. «Eu aceito a dimensão anos 80 que o humor do filme tem (…) eu adorei a saga “Assalto ao Arranha-Céus” e “Em Busca de uma Esmeralda Perdida” e esse género de humor está presente neste filme», afirmou o realizador Stephen St. Leger que adiciona ainda as personagens interpretadas por William Holden nos filmes assinados por Billy Wilder como fonte de inspiração para o seu Snow. «Um tipo sarcástico com um sentido de humor corrosivo. A sua relação com a Emilie faz-me lembrar o Bogart e a Hepburn na «Rainha Africana». Por outras palavras, são duas pessoas opostas forçadas a darem-se para sobreviver». 

Maggie Grace, conhecida pela série «Lost – Perdidos» e pela participação num dos filmes de maior sucesso da linhagem Luc Besson – o explosivo «Taken – Busca Implacável»  (e a sua sequela, que estreia este ano)- desempenha o papel da filha do presidente, uma mulher criada de forma protegida que viaja para uma prisão espacial com motivos humanitários, mas que acaba refém após um violento motim.

O que lhe fascinou no projeto foi o humor. «Fartei-me de rir quando li o guião (…) lembrou-me os filmes que eu adorava quando o cinema de ação era realmente engraçado. Este filme nunca se leva muito a sério e tem um sentido de humor irreverente, com grandes frases feitas».

  
Emilie (Maggie Grace)

Mas como pode a filha do presidente, que é tão diferente do seu “salvador”, seguir as pisadas de um cínico como Snow, que podia bem passar por um dos psicóticos evadidos da prisão? «O Snow é um anti-herói. Não é nada sincero e por vezes é o malfeitor, mas usa muito a ironia e é muito cáustico. Gosto dele. (…) a sua irreverência toca-lhe mesmo nos botões» afirma a atriz, acrescentando que a fita é também de descoberta para a sua personagem, normalmente sem grande opinião e sem uma personalidade vincada. 

Um filme exigente fisicamente? 

Pearce é um ator habituado a exigências físicas no que toca ao cinema e o seu curriculum fala por si. Por isso mesmo, trabalhar e preparar-se para as filmagens de «LockOut foi um retorno a velhos hábitos. «A minha preparação física foi um regresso a velhas rotinas, como levantar pesos e ganhar massa muscular. Sempre estive muito ativo fisicamente por isso não foi muito trabalhoso. O grande desafio é sempre ser convincente.» Nesse aspeto, e para conseguir convencer o espectador, Pearce não tem problemas em acrescentar que precisa de espaço para dar vida à sua personagem. «Eu preciso fazer certas coisas à minha maneira para ser convincente (…) nós lemos a maioria das cenas durante uma semana, de maneira a que as coisas estivessem bem preparadas, mas ensaiamos muito pouco». 

 

 
Snow (Guy Pearce) e Emilie (Maggie Grace)

Maggie considera que o filme foi desafiante do ponto de vista físico, mas isso é algo que adora. «Adoro a energia masculina. Quando crescia, os meus melhores amigos sempre foram homens e sempre adorei ter “irmãos” mais velhos à minha volta. Por isso, o treino das cenas de combate foi ótimo». 

Trabalhar com dois realizadores? 

Quando duas mentes criativas se encontram no mesmo palco é possível surgirem ideias díspares e em sentidos opostos. Pearce confirma que muitas vezes isso aconteceu, mas «pequenas discussões resolveram as coisas na hora (…) O Stephen preocupa-se mais com as personagens e o James com os visuais e a câmara, por isso não houve muitos choques». A química entre os cineastas e o facto de trabalharem há anos juntos faz com que pareça muitas vezes existir um sexto sentido, e que decidam as coisas muito intuitivamente. Maggie conclui mesmo que «James Mather e Stephen St. Leger são uma equipa há tantos anos – e usam uma rédea tão curta – que já funcionamos de forma telepática. Nunca temos duas direções diferentes nas suas exigências. Pelo menos, durante muito tempo.»

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