Premiado com o Grande Prémio do Cinema Brasileiro de Melhor Longa-metragem de Animação no mês passado, Arca de Noé volta a ocupar destaque nas salas de cinema no Brasil, no Festival de Gramado, com sessões matinais fora de concurso dedicadas à formação de audiências infantis. Ao C7nema, o cineasta Sérgio Machado, co-realizador desta produção com Alois Di Leo, adiantou que já está em preparação uma sequela.
“Estamos a trabalhar na ideia, ainda de forma incipiente, com a possibilidade de fazer uma Arca de Noé 2, para continuar a história dos ratinhos — as personagens centrais. Esta semana vamos reunir-nos para tentar reunir ideias e ver se o projeto avança“, disse o realizador, que lança em início de setembro o documentário 3 Obás de Xangô nas salas de cinema do seu país.
Fazer animação nunca foi o seu caminho principal. Sempre atento a projetos documentais — como A Luta do Século — e a séries — como Cidade de Deus, da HBO Max —, Machado contou com a colaboração do premiado Walter Salles e dos irmãos Caio e Fabiano Gullane (produtores de Motel Destino) na realização desta aventura animada de temática bíblica, que surgiu numa conversa em 2012. Na altura, começou a imaginar uma narrativa baseada em poemas de Vinicius de Moraes (1913-1980). A filha deste, a cineasta Suzana de Moraes (1940-2015), apoiou o projeto.
“Fiz isto por causa da Suzana de Moraes, pelo fascínio que tive por ela, mas foi um desafio“, afirmou o realizador, que foi premiado em Gramado em 2002 com o documentário Onde a Terra Acaba.
Ajustado à dramaturgia da Bíblia, Arca de Noé é um épico sobre a amizade. Nele, um trio de ratos — com as vozes de Alice Braga, Rodrigo Santoro e Marcelo Adnet — luta para escapar à inundação da Terra. No caminho, encontram um leão cruel e uma barata traiçoeira, no meio de uma fauna variada à procura de salvação. No Brasil, o filme já está disponível em streaming, na plataforma Globoplay e na Prime Video.
O Festival de Gramado termina este sábado.

