Responsável pelo maior sucesso de 2023 (“Barbie“), a atriz e realizadora Greta Gerwig saudou a luta trabalhista dos funcionários freelancers de Cannes e celebrou os movimentos de apoio à equidade de género na conferência de imprensa do júri de Cannes.
“Assistir e debater filmes é uma das minhas atividades favoritas e poder fazer isso, ao longo de dez dias, com uma série de mentes brilhantes, é um sonho”, disse Greta, antes de responder sobre a representação feminina em Cannes. “O aumento do número de mulheres na realização sempre fez parte da pauta dos festivais, portanto, não é uma questão estranha. Como cineasta, tenho a honra de estar aqui uma década depois de Jane Campion ter presidido o júri deste evento“.
Até o dia 25, Greta estará no comando de um grupo que reúne a roteirista e fotógrafa turca Ebru Ceylan; as atrizes Lily Gladstone (EUA) e Eva Green (França); a cineasta libanesa Nadine Labaki; o realizador espanhol Juan Antonio Bayona; o ator italiano Pierfrancisco Favino; o cineasta japonês Hirokazu Kore-eda; e a estrela francesa Omar Sy. “É um privilégio estar ao lado de sensibilidades diferentes“, disse Sy.
Acerca dos debates que hoje fervem a geopolítica global, Pierfrancesco foi cirúrgico ao falar do papel político de um jurado de Cannes:
“O nosso trabalho é mostrar ao mundo que ainda existe beleza“.
Esta quarta-feira começa a competição pela Palma, com a exibição de “Diamant Brut“, de Agathe Reidinger, e “The Girl With The Needle“, de Magnus von Horn.

