Morreu, aos 89 anos, o cineasta georgiano Otar Iosseliani. A sua morte foi compartilhada pelo amigo, o fotógrafo Yuri Rost, no Telegram: “Estamos de luto. Otar Iosseliani, o grande realizador de cinema, uma pessoa incrível e meu amigo muito próximo, faleceu.”
Iosseliani, que nasceu na então União Soviética, realizou algumas longas-metragens e documentários na Geórgia, como “Outono” (1966), “There Was Once a Singing Blackbird” (1970) ou “Pastoral” (1976), mas todos foram proibidos de estrear, mesmo que tenham saído premiados em Cannes, como foi o caso do primeiro. Mudou-se para França em 1982, onde continuou a carreira longe da censura, assinando filmes que conquistaram o Grande Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza – “Os Favoritos da Lua” (1984), “E Fez-se Luz” (1989), e “Bandidos” – e o Urso de Prata em Berlim – “Segunda de Manhã” (2002.)
“A Caça às Borboletas” (1992), “Adeus, Terra Firme” (1999), “Jardins no Outono” (2006) e “Chantrapas” (2010) são outros filmes que marcam a carreira de um cineasta que em 2013 recebeu o Pardo alla carriera no Festival de Locarno.
Mais recentemente, em 2015, Otar Iosseliani conquistou o Grande Prémio do Júri João Bénard da Costa no LEFFEST por “Chant d’hiver“, que viria a ser o seu último filme,

