San Sebastián revisita “Chile, La Memoria Obstinada”, de Patricio Guzmán

(Fotos: Divulgação)

Aos 84 anos, afastado das filmagens em locações desde 2022, o mestre das narrativas documentais Patricio Guzmán regressa a San Sebastián, onde o seu cinema tem sempre lugar assegurado em diferentes secções, para a exibição de um clássico da sua obra: Chile, La Memoria Obstinada (1995), concluído há três décadas. A produção integra a retrospetiva “Jóvenes, Cine, Memoria y Democracia”, dedicada a narrativas de arquivo.

Em 1995, Guzmán construiu esta narrativa com o olhar voltado para o Chile oculto atrás da cortina de uma memória dilacerada. Assinalavam-se então vinte e dois anos do golpe de Estado de Pinochet. Radicado em França, o cineasta regressou ao seu país para compreender como — e em que medida — o esquecimento imposto pela ditadura conseguiu destruir a memória e a energia de um povo. O filme valeu-lhe o Prémio do Público no Festival Internacional de Documentário de Marselha, em 1997, e a Colombe d’Argent no Festival de Leipzig.

Há três anos, San Sebastián recebeu Guzmán pela última vez com Mi País Imaginario (2022), que revisita os protestos de 2019 em prol da democracia chilena. A longa saiu de Cannes distinguida com o troféu L’Œil d’Or, a “Palma da não ficção”.

Link curto do artigo: https://c7nema.net/uofq

Últimas