São diversas as curtas-metragens portuguesas em competição esta semana no FEST – Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho. O C7nema falou com Francisco Lobo, realizador de uma delas: «Bem-Vindo».
Nesta comédia de 8 minutos seguimos o primeiro dia de trabalho de um jovem que depressa percebe que o seu novo emprego não planeia ter os funcionários lá a longo prazo… Um tema bem atual, convenhamos.
De que trata «Bem-Vindo»?
O «Bem-Vindo» acaba por ser uma metáfora sobre o mundo do trabalho e os seus vícios. Resume a experiência que, para alguns, dura meses ou até anos, quando aprendemos que, se formos inocentes, alguém se vai aproveitar da nossa boa vontade.
O que te motivou a fazer este projeto?
Este projeto foi catalisado pelo Prémio ZON. Já tinha combinado com o António (Morais) que queríamos desenvolver algo para o concurso. Acabámos por nos atrasar no prazo e esteve quase para não acontecer. Mas, como estamos habituados a trabalhar juntos, organizámos as ideias e chegámos a este resultado.
Como foi possível fazer um filme tão “profissional” sem nenhum orçamento?
Na verdade, o orçamento do filme é elevado. Quando contas com uma boa equipa, um local e material — mesmo que não estejas a pagar nada — isso conta para um orçamento virtual.
Quanto ao orçamento real, foi possível ser baixo porque tivemos muita gente interessada no projeto, desde os quatro atores que, apesar das suas vidas pessoais e profissionais, se dispuseram a filmar connosco a horas absurdas, até toda a equipa, que esteve sempre disponível para o que fosse preciso. Também conseguimos um bom planeamento, tornando o processo de filmagens bastante eficaz.
Tens algum novo projeto na calha?
Vários. Um dos projetos até poderá ter a ver com uma personagem do «Bem-Vindo», mas esse ainda está a ser pensado. Também tenho tido alguns projetos de curta-metragem que talvez avancem em breve. Além disso, tenho trabalhado com o Anexo 82 e estamos a desenvolver trabalhos muito interessantes que vão sair em breve.

