Cuidado com a Lynn: é lindíssima, atrevida, super enérgica, sensual qb. Está preparada para tudo. Acho que iremos vê-la com regularidade. Para já, aposta na trilogia baseada na obra de Edgar Rice Burroughs. Na nossa entrevista em Londres, na promoção do filme, relatou-nos o trauma de perder uma irmã, e terminou a dizer que se sentiu muito bem no papel mais explícito na série “True Blood”. E promete não se ficar por aí..
O Andrew disse-nos para não deixarmos levar pela sua beleza, porque você era extremamente letal com o sabre…
(risos) Não seria capaz… Por acaso ele disse isso, no primeiro momento que me viu, mas eu nunca mais pensei nisso.
Conte lá então como foi esse primeiro encontro com o Andrew.
Foi durante uma reunião de vários pares de atores e atrizes. E nessa altura eu e o Taylor já tínhamos decidido que queríamos agarrar este papel. Então há este momento em que deveria dar uma bofetada ao Taylor. E como ele pediu realismo, na altura não me contive e dei-lhe um bofetão… Acabámos por ficar com o papel.
Uau…
E nessa altura eu fumava dois maços de tabaco por dia e era muito magra. Tive então de deixar de fumar e pôr-me em forma, fazer pesos, espadas, porque acabei por fazer 80% das minhas cenas de combate. Mas diverti-me imenso.
Mesmo quando tinham de representar diante de um ecrã verde? É algo que se consegue ficar habituado?
Bom, para começar a cor é bastante intensa. Essa é a minha queixa principal. Mas quando começamos a trabalhar acedi à quarta parede que se estabelece entre nós e o público que aprendemos no teatro. Acabou por não ser assim tão difícil. Por outro lado, há a imaginação que quer voar…
É verdade que a Lynn é também uma perita em artes marciais?
Sim, os meus pais eram adeptos de artes marciais, por isso foi algo que eu pratiquei desde os 4 anos até aos meus 17 anos. Entretanto, fui para a Julliard onde fizemos também muito combate de palco. Por isso já tinha muita experiência. Mas nada que se compare quando a adrenalina chega.
E porque acha que os seus pais lhe deram esse tipo de treino?
Acho que eu era muito selvagem, tinha muita energia. Tinham de me domar. Mas eu sabia que tinha de ter um treino específico.
Deve ser mesmo perigosa! O seu corpo é uma arma!
(risos) Há tanta coisa que eu quero dizer, mas não posso… (risos) Quando há contacto físico, eu tenho sempre medo de me converter numa guerreira louca. Por exemplo, se alguma vez acontecesse, esperemos que não, que fosse atacada por alguém, acho que seria capaz de os trucidar. Acho que todos deveríamos ter essa atitude…
Que tipo de treino fez?
Boxe, muito boxe. Musculação, treino em circuito. Muitos, muuuitos, alongamentos, para ficar com as minhas formas mais redondas. Isso reponde à sua pergunta?
Você é mesmo muito bonita. Como se sente então em ser a próxima vedeta de Hollywood?
Obrigado. O que me fez sentir bem durante todos o tempo foi pensar que tanto homens como as mulheres veriam esta personagem como uma figura positiva. Eu já sabia que o lado visual iria ser bem tratado por toda a equipa. O que eu teria de trazer era a energia e a alma. De modo a que o resto pudesse adquirir o seu sentido, de certa forma algo icónico. A verdade é que, provavelmente, irei fazer isto por mais dois filmes. O meu marido (ator Steven Strait) já me preparou para isso. E muita gente irá falar-me nesta personagem até ao fim da minha carreira. Por isso, só me posso sentir bem.

