Com vasta experiência nos códigos de Hollywood, após firmar parcerias históricas com Carlos Saldanha, Baz Luhrmann e Brian De Palma — que lhe conferiu a célebre deixa «Remember me? I’m Benny Blanco from the Bronx», em Carlito’s Way (1993) —, John Leguizamo construiu uma carreira marcada pela resistência aos estereótipos impostos aos latino-americanos pela indústria norte-americana. Nascido em Bogotá, em 1960, o ator colombiano, radicado nos Estados Unidos desde a infância, nunca se furtou a confrontar o preconceito, chegando a bater de frente com Steven Seagal durante as filmagens de Executive Decision (1996). Aos 66 anos, Leguizamo traz consigo essa bagagem de confrontos ao passar pelo Brasil, nesta segunda-feira, para receber o Prémio Leon Cakoff, distinção honorária da 50.ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A cerimónia está marcada para as 20h, na Sala Petrobras, no Solar Fábio Prado, seguida de uma masterclass sobre a sua carreira.
Entre os papéis que marcaram o seu percurso estão Toulouse-Lautrec, em Moulin Rouge! (2001), e Violator, em Spawn (1997), além da participação em Empire (2002), drama criminal sobre o tráfico de droga protagonizado por uma comunidade latina. A sua versatilidade estende-se à animação, com a voz de Sid na saga Ice Age, e ao teatro, território em que também conquistou reconhecimento. Agora, Leguizamo volta a despertar a atenção de Hollywood com a participação em The Odyssey, de Christopher Nolan, na pele de Eumaeus, o fiel porqueiro e aliado de Odisseu (Matt Damon).

