Claudia Cardinale (1939-2025): morre aos 87 anos a eterna diva do cinema italiano

(Fotos: Divulgação)

Faleceu, aos 87 anos, a atriz italiana Claudia Cardinale. Segundo o Corriere della Sera, a atriz nascida em Tunes, em 1939, filha de pais italianos, faleceu na terça-feira à noite em Nemours, nos arredores de Paris, cidade onde fixou residência desde os anos 1980.

Eleita “a jovem mais bonita da Tunísia” em 1957, Claude Josephine Rose Cardinale teve direito à oportunidade de estar presente no Festival de Veneza – o que a motivou a enveredar pelo caminho da representação. Em 1958, ingressou no Centro Experimental de Roma, uma escola dedicada ao cinema, e nesse mesmo ano estreia-se na 7ª arte sob orientação de Mario Monicelli (I soliti ignoti/Gangsters Falhados, 1958), sobre um grupo de pequenos criminosos que tentam planear um assalto a uma loja, mas tudo corre mal. 

Il Gattopardo

Considerada por muitos como a resposta italiana a Brigitte Bardot, foi com Federico Fellini (/Oito e Meio, 1963), como o símbolo das fantasias da personagem interpretada por Marcello Mastroianni, e Luchino Visconti (Il Gattopardo/O Leopardo, 1963), que alcançou o grande público, a que se somam trabalhos marcantes com Valerio Zurlini (La ragazza con la valigia/A Rapariga da Mala, 1961) e Luigi Comencini (La ragazza di Bube/A Rapariga de Bube, 1963).

Internacionalmente, deu nas vistas em The Pink Panther (A Pantera Cor-de-Rosa, 1963), de Blake Edwards, Circus World (O Mundo do Circo, 1964), The Professionals (Os Profissionais, 1966), de Richard Brooks, além de C’era una volta il West (Aconteceu no Oeste, 1968), de Sergio Leone. Regressou ao universo Pantera Cor-de-Rosa em 1976 (The Pink Panther Strikes Again) e provocou polémica na minissérie televisiva Jesus of Nazareth (Jesus de Nazaré, 1977).

Em 1982, integrou o elenco de Fitzcarraldo, de Werner Herzog, mas nos anos seguintes dedicou-se cada vez com maior frequência às produções televisivas, mesmo sem abandonar totalmente o grande ecrã, onde regressaria, por exemplo, em Son of the Pink Panther (O Filho da Pantera Cor-de-Rosa, 1993), Le fil (O Meu Filho, 2009) e O Gebo e a Sombra (2012), de Manoel de Oliveira.

Vencedora de múltiplos prémios ao longo da sua carreira, entre eles vários David di Donatello e cinco Nastri d’Argento, Claudia recebeu ainda o Prémio Pasinetti de Melhor Atriz em Veneza por Claretta (1984), de Pasquale Squitieri; o Leão de Ouro de Carreira (1993); o Urso de Ouro Honorário em Berlim (2002); o Leopardo de Ouro pela carreira em Locarno (2011); e o Prémio Honorário Lumière, entregue em Lyon (2013).

Com mais de 120 créditos entre cinema e televisão, no seu currículo contam-se ainda colaborações com Mauro Bolognini, Pietro Germi, Francesco Maselli, Damiano Damiani, Liliana Cavani e Marco Bellocchio, entre muitos outros.

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