De 10 a 18 de outubro, Seia volta a ser o epicentro do cinema ambiental com a 31.ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, um dos mais prestigiados eventos europeus dedicados à temática ambiental.
Na competição internacional de longas-metragens, destacam-se estreias absolutas em Portugal como White House Effect, de Bonni Cohen e Pedro Kos, que desvenda como decisões políticas nos EUA no início da crise climática alteraram o rumo da história. Em Black Snow, de Alina Simone, numa história comparada à de Erin Brockovich, segue-se a luta de uma ativista siberiana contra a poluição industrial. Outros títulos oferecem perspetivas distintas: de Climate in Therapy, com cientistas do clima em terapia para lidar com a ansiedade ecológica, a A New Kind of Wilderness, sobre uma família que vive em isolamento na natureza. Filmes como The Town That Disappeared, filmado no Curdistão, e Katwe, sobre um lago de sal em Uganda, retratam comunidades deslocadas por desastres ambientais e políticos.
Em língua portuguesa, na sua secção própria, destaque para o documentário brasileiro Tesouro Natterer, vencedor do É Tudo Verdade, que conta a expedição de um indigenista austríaco pela Amazónia no século XIX. Também estão em competição Linha de Água, sobre a arte sonora de Victor Gama em Angola, e Somos Dois Abismos, de Kopal Joshy, que estabelece uma ligação emocional entre uma cineasta e um habitante da Serra da Estrela. Há ainda espaço para ficção, como em Enquanto o Céu Não Me Espera, sobre as consequências climáticas nas comunidades ribeirinhas da Amazónia. A competição de curtas inclui obras premiadas internacionalmente, como That’s How I Love You e Atom & Void.
Este ano, a seleção oficial reúne 81 filmes – longas, médias e curtas-metragens – de 31 países, numa programação que combina denúncia, reflexão e sensibilidade artística sobre os desafios ecológicos do nosso tempo. Pela primeira vez, o CineEco inclui ainda uma categoria específica para curtas de ficção, não ficção e animação.

