Mundo artístico e intelectual critica homofobia na Polónia

(Fotos: Divulgação)

O crescimento da homofobia na Polónia foi atacado numa tribuna “de solidariedade e protesto” publicada nos jornais Le Monde (França) e Wyborcza (Polónia) por várias personalidades do mundo artístico e intelectual, como Pedro Almodóvar, Isabel Coixet, Paul Auster, Luca Guadagnino, Isabelle Huppert, Aki Kaurismäki, Jan Komasa, Mike Leigh, Paweł Pawlikowski e Slavoj Žižek.

Dirigida a Ursula von der Leyen, presidente da comissão europeia, a carta alerta para o aumento dos ataques homofóbicos na Polónia, ligando esses mesmos à intolerância manifestada contra a comunidade LGBT por parte do Andrzej Duda, representante do partido conservador nacionalista Lei e Justiça (PiS), reeleito Presidente da República após uma campanha abertamente homofóbica onde a “ideologia LGBT” foi descrita como “neo-bolchevismo”.

A retórica contra os homossexuais das entidades governamentais levou mesmo a que algumas cidades polacas, como Tuchów e Lublin, declararam-se recentemente como “áreas sem a ideologia LGBT”.

Nós, abaixo assinados, expressamos a nossa indignação com a repressão dirigida contra a comunidade LGBT + (lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e todos os outros) na Polónia. Queremos expressar a nossa solidariedade aos ativistas e aos seus aliados, que estão sendo detidos, brutalizados e intimidados. Queremos expressar a nossa preocupação com o futuro da democracia na Polónia, um país cuja história é marcada pela sua admirável resistência ao totalitarismo e luta pela liberdade. “, diz a tribuna.

Os subscritores pedem ainda que o governo polaco “pare de visar as minorias sexuais, pare de apoiar organizações que disseminam a homofobia e responsabilizem aqueles que são responsáveis pela prisões violentas e ilegais de 7 de agosto de 2020“. Os pedidos estendem-se igualmente à Comissão Europeia, para que esta tome “medidas imediatas para defender os valores europeus fundamentais – igualdade, não discriminação, respeito pelas minorias – que estão a ser flagrantemente violados na Polónia. Os direitos LGBT+ são direitos humanos e devem ser defendidos como tal.

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