“Borlas” a plataformas de streaming alvo de críticas

(Fotos: Divulgação)

A Plataforma do Cinema, que reúne várias associações e festivais de cinema (ver listagem abaixo), criticou em comunicado “a Proposta de Lei n. 44/XIV/1.ª, com vista à alteração da Lei do Cinema, bem como a transposição da Diretiva 2018/1808 da UE, com vista à regulação da participação dos novos operadores de serviço audiovisual a pedido no mercado nacional (Netflix, Amazon, HBO…). Esta proposta do Partido Socialista foi discutida ontem na Assembleia da República, após ter sido aprovada em Conselho de Ministros a 25 de junho.

Alegando a falta de consulta pública sobre a matéria e uma discussão no sector, a Plataforma critica o tratamento diferenciado na lei entre os canais de televisão comuns e as novas plataformas no mercado. “Ao criar regimes distintos na lei entre operadores de televisões, que contribuem através de uma taxa para o orçamento anual do ICA, e operadores de serviço audiovisual a pedido, que ficaram de fora dessa contribuição, o Estado desiste do seu papel de regulação e coloca em risco a arquitetura legal do financiamento público do cinema e audiovisual.“, diz o comunicado.

O Instituto do Cinema e Audiovisual também é visado nas criticas, já que “recentemente, secretariou o concurso de uma empresa privada, a Netflix, sem qualquer benefício próprio, e agora assiste silenciosamente à decisão de colocar estas empresas fora do papel de contribuintes para o seu orçamento“. 

Plataforma do Cinema,

Agência da Curta Metragem 

Apordoc – Associação pelo Documentário 

APR – Associação Portuguesa de Realizadores

CENA-STE – Sindicato dos Músicos, dos Trabalhadores do Espectáculo e do Audiovisual

Curtas Vila do Conde 

Doclisboa 

IndieLisboa 

Monstra 

PCIA – Produtores de Cinema Independente Associados 

Porto/Post/Doc 

Portugal Film 

Queer Lisboa

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