Realizador de inúmeros documentários e programas de televisão, especialmente para a RTP, onde trabalhou e foi Diretor dos Arquivos e Documentação, Alfredo Tropa faleceu aos 81 anos, informou hoje a Academia de Cinema Portuguesa de Cinema na sua página do Facebook.
Nascido no Porto em 1939, Alfredo Ricardo Rezende Tropa estudou em Coimbra e foi aí que iniciou o seu percurso na 7ª arte através do movimento cineclubista, realizado a sua primeira curta-metragem em 1960, nessa mesma cidade. Seguiu-se Paris na sua rota educacional, frequentando o IDHEC (atual Fémis) e especializando-se na realização.
Estagiou na televisão francesa, mas regressou a Portugal e fundou, juntamente com outros cineastas, a Média Filmes. Assistente em filmes como “Mudar de Vida“, de Paulo Rocha, e “Uma Abelha na Chuva“, de Fernando Lopes, Alfredo Tropa juntou-se à RTP em 1968.
Com uma homenagem programada para este ano nos prémios Sophia, Tropa foi fundador do Centro Português de Cinema e fez parte do primeiro grupo de realizadores subsidiados pela Fundação Calouste Gulbenkian no apoio aquilo que seria o Cinema Novo.
No seu currículo constam as curtas-metragens “Inundações” (1960), “Regata” (1968) e “Um Homem, Uma Obra” (1973), as longas “Pedro Só” (1970) e “Bárbara” (1979); e as séries televisivas “O Povo que Canta“, de 1971, e “Luísa e os Outros” (1987).
Em 2000, e juntamente com os jornalistas Carlos Pinto Coelho, Francisco Sena Santos e Vítor Direito, e o ceramista José Franco, Alfredo Tropa foi distinguido com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Aqui fica uma entrevista do realizador em 1971, aquando da estreia em Lisboa de “Pedro Só“

