Morreu o ator italiano Sergio Fantoni (1930-2020)

(Fotos: Divulgação)

Segundo o jornal Il Giorno, Fantoni faleceu devido a complicações de saúde após uma intervenção cirúrgica femoral.


Fantoni e Doris Day

Nascido a 7 de agosto de 1930 em Roma, filho dos atores Cesare Fantoni e Afra Arrigoni, Sergio começou a trabalhar muito jovem e entrou nas lides do cinema e TV no final da década de 1940, atravé de A Vida de Santo António (1949), de Pietro Francisci. Voltaria a trabalhar com o cineasta em O Leão de Amalfi (1950); em 1964 colabora com Luchino Visconti em Sentimento; e visita os peplum com Hércules e a Raínha (1959) e O Gigante da Maratona (1959).

Na década de 1960, trabalhou duas vezes com Roberto Rossellini, primeiro em Era Noite em Roma, e depois em Viva Itália (1961). Com Raoul Walsh filmou Ester E o Rei (1960) e com Damiano Damiani executou Pago para Matar (1961). Filmou com Umberto Lenzi em Catarina da Rússia (1963) e experimentou o cinema de Hollywood durante três anos. Filmou O Prémio (1963), onde atuava ao lado de Paul Newman; O Expresso de Von Ryan (1965), ao lado de Frank Sinatra; e Não Incomode (1965), ao lado de Doris Day.


Fantoni e Sinatra

Foi dirigido por Blake Edwards em O que fizeste na guerra, paizinho? (1966); conheceria Alan Delon em Diabolicamente Tua (1967); e Rock Hudson em O Ninho das Víboras (1970).

A partir da década de 1970 começou a trabalhar mais no teatro, ao lado de Luca Ronconi, e na televisão, surgindo em séries como O Polvo 2 (1986), mas não esqueceu o cinema, participando em filmes como A Barriga de Um Arquitecto (1987), de Peter Greenaway, no qual atuou ao lado do recentemente falecido Brian Dennehy.


Dennehy (esquerda) e Fantoni (direita) numa cena de A Barriga de Um Arquitecto

Como muitos atores italianos, Fantoni ficou ainda conhecido pelo seu trabalho de dobragem de filmes, emprestando a sua voz a estrelas americanas como Marlon Brando (Apocalypse Now), Henry Fonda (Meteoro), Rock Hudson (Gigante) e Ben Kingsley (Gandhi).

Após uma operação à laringe em 1997, ele dedicou-se à encenação teatral. O seu último papel na TV foi na famosa série O Comissário Montalbano, enquanto no cinema ainda teve uma pequena aparição em The Accidental Detective (2003).

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