O aumento do orçamento da produção da adaptação ao cinema do livro “Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of FBI” está a levar Scorsese a abordar a Netflix e a Apple

De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, os representantes de Martin Scorsese estão em conversações com a Apple e a Netflix para produzir e/ou distribuir Killers of the Flower Moon, projeto, protagonizado por Leonardo DiCaprio que atualmente está a ser desenvolvido na Paramount Pictures.
Com Robert De Niro também no elenco, o filme aparenta que vai ultrapassar os 200 milhões de dólares de orçamento, um valor que levou a Paramount a dizer a Scorsese para procurar outros parceiros. Segundo o WSJ, Scorsese falou com Universal e a MGM – mas a Paramount está aberta a um acordo que ainda lhes permitirá participar como financiador ou distribuidor.
Recorde-se que numa entrevista à Cahiers du Cinéma, Martin Scorsese definiu o seu novo projeto, Killers of the Flower Moon, como um “western” e “uma história atemporal”, mas como se passa no Oklahoma entre 1921 e 1922, veremos “cowboys” com carros e cavalos.
Em desenvolvimento desde 2016, Killers of the Flower Moon tem no centro da sua história a tribo indígena Osage, que tenta resistir ao Governo e à apropriação das suas terras para fins de exploração de petróleo. Cerca de vinte nativos americanos foram assassinados, levando o recém-criado FBI a pegar no caso e a desvendar uma conspiração assustadora, expondo um dos crimes mais monstruosos da história americana.
“O filme fala principalmente sobre os Osage, uma tribo de indigenas a quem demos um território horrível, mas que eles adoraram porque disseram a si mesmos que os brancos nunca se interessariam por ele. Depois, nós [os brancos] descobrimos lá petróleo e, durante aproximadamente dez anos, os Osage tornaram-se o povo mais rico do mundo, per capita. Em seguida, tal como nas regiões de Yukon e de mineração do Colorado, os abutres desembarcaram, o homem branco, o europeu chega e tudo está perdido. (…) Lá, o submundo do crime tinha controle sobre tudo, sendo mais provável que você fosse preso por matar um cão do que se matasse um índio “, diz Scorsese, acrescentando que tal como seu Gangues de Nova Iorque, o seu novo filme vai abordar a fundação da América.
Caso se confirme a entrada de alguma plataforma de streaming na produção do filme, é bem provável que – tal como em O Irlandês – a estreia nas salas de cinema seja seriamente condicionada.

