Brevemente vamos ver Seydoux nos cinemas em “007- Sem Tempo Para Morrer”, “Roubaix, une lumière” e “The French Dispatch”.

Numa entrevista à Harper’s Bazaar, Léa Seydoux condenou a “hipocrisia” da indústria cinematográfica em relação à má conduta sexual, sugerindo que existiram pessoas que se aproveitavam do movimento “para se tornarem heróis“.
A atriz francesa, uma das acusadoras de Harvey Weinstein, referiu ainda que muitos sabiam sobre a má conduta em Hollywood, mas se recusaram a falar publicamente sobre ela até que pudessem beneficiar pessoalmente com o caso: “Há muita hipocrisia. As pessoas sabiam! E agora aproveitam para dizer: ‘Sim, eu fui vítima’ e tornam-se heróis. Um herói, para mim, perdoaria. Precisamos de perdão, certo?“
Reconhecendo que os homens estão assustados com os múltiplos casos denunciados e que é ótimo que as mulheres se manifestem sobre este tema, Seydoux preferia que o diálogo em torno do tema fosse menos violento.
Esta não é a primeira vez que a atriz gaulesa lança farpas à indústria, pois numa entrevista à revista Elle em 2018 ela já tinha sido bastante ácida, falando dos ataques que sofreu por parte de colegas quando criticou os métodos de trabalho de Abdellatif Kechiche em A Vida de Adèle.
Sobre a sua participação no novo filme da saga Bond, que muitos consideram objetificar as mulheres (o termo ‘Bond Girl’ é um exemplo’), a atriz relembra:“Não estamos aqui para agradar a sexualidade de Bond (…) O que esquecemos é que James Bond também é um objeto sexual. Ele é totalmente um objeto sexual. Um dos poucos, talvez uma das únicas personagens masculinas a serem sexualizadas. Acho que as mulheres adoram ver Bond, não? Ver o corpo dele.”

